Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Deputados pedem cassação e inelegibilidade de Nikolas Ferreira por documento falso

Ação na PGE acusa o deputado de abuso de poder político e uso indevido das redes ao divulgar suposto relatório da PF.

Deputados acionam PGE e pedem inelegibilidade de Nikolas Ferreira por abuso de poder

Três deputados federais do PT pediram à Procuradoria-Geral Eleitoral a cassação do mandato e a inelegibilidade de Nikolas Ferreira por oito anos. A ação acusa o parlamentar de divulgar nas redes sociais um documento falso atribuído à Polícia Federal para negar suspeitas relacionadas à Operação Compliance Zero.

A petição também solicita a abertura de inquérito criminal para investigar a falsificação de selos públicos e a divulgação de desinformação. Para os parlamentares, a conduta configura abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação social.

Documento questionado

A imagem compartilhada por perfis de apoio e pelas contas oficiais de Nikolas simulava uma conclusão da Polícia Federal e afirmava não haver indícios de crimes cometidos pelo deputado. A corporação negou ter produzido o documento ou realizado a análise apresentada.

Um laudo técnico anexado à ação aponta inconsistências no material. O documento falso registra conversas em janeiro de 2025, enquanto as mensagens reais investigadas ocorreram em março de 2025. Também não há assinatura, matrícula de servidor, número de procedimento ou código de verificação.

Outra divergência envolve a página 156. No relatório real da Polícia Federal, o trecho trata de pagamentos a um escritório de advocacia, e não do conteúdo exibido na imagem que circulou nas redes.

A controvérsia surgiu depois que mensagens e áudios entre Nikolas Ferreira e o empresário Daniel Vorcaro foram obtidos em um celular apreendido pela Polícia Federal. A Operação Compliance Zero apura fraudes financeiras, lavagem de dinheiro, corrupção e obstrução de justiça envolvendo o Banco Master.

Nikolas afirmou nas redes que não sabia que o documento era falso. Ele disse que apenas compartilhou uma publicação de outra página e apagou a postagem após a repercussão.

Os deputados Rogério Correia, Lindbergh Farias e Alencar Santana sustentam que a exclusão não elimina o impacto da publicação. Eles destacam que o parlamentar reúne mais de 27 milhões de seguidores em suas contas oficiais e afirmam que as regras eleitorais exigem a verificação de conteúdos de terceiros antes da divulgação.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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