Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Augusto Cury chega ao terceiro lugar nas pesquisas para a Presidência

Candidato do Avante ganhou exposição após debates e aparece à frente de Romeu Zema e Ronaldo Caiado em levantamentos recentes.

Como Cury, 'gestor da emoção', supera ex-governadores na busca ao Planalto
Foto: Diego Vara - 1º.set.26/Reuters

Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência, passou a ocupar o terceiro lugar em pesquisas de intenção de voto, atrás de Lula e Flávio Bolsonaro. Ele aparece à frente dos ex-governadores Romeu Zema e Ronaldo Caiado.

A Quaest registrou 10% das intenções de voto para o escritor, enquanto a BTG/Nexus apontou 11%, alta de nove pontos em uma semana. O Datafolha também identificou crescimento, mas em ritmo menor.

O avanço ocorreu após a participação de Cury em um debate na TV Bandeirantes, no último dia 23, e em uma sabatina no Jornal Nacional, no dia 29. A campanha aposta principalmente nas redes sociais. O candidato tem 10,7 milhões de seguidores no Instagram, perto dos 11,4 milhões de Flávio Bolsonaro.

Dados da Palver mostram que as citações a Cury subiram de 2.309 em julho para 27.678 em agosto. Entre os dias 23 e 31, foram 24.046 menções, equivalentes a 87% do total registrado no mês. A campanha afirma que o crescimento é orgânico. Também houve especulações sobre o uso de robôs e o financiamento de influenciadores, práticas proibidas em campanhas eleitorais.

Estratégia e trajetória política

Cury foi sócio de Leandro Aguiari na Academia de Gestão da Emoção entre 2018 e 2020. O estrategista também foi coprodutor do curso “Ascensão dos Improváveis”, de Pablo Marçal. Para Aguiari, o crescimento eleitoral de Cury está ligado à imagem de um “homem comum”.

O presidenciável conversou com Aécio Neves e Gilberto Kassab antes de ingressar no Avante. O partido tem cinco deputados e um senador, Marcos do Val, que declarou votar em Flávio Bolsonaro.

O marqueteiro Leandro Grôppo, responsável pelas duas campanhas de Romeu Zema ao governo de Minas Gerais, identificou uma parcela da população distante da disputa entre direita e esquerda. A partir dessa leitura, Cury adotou a proposta de uma candidatura voltada à pacificação.

A mulher, Suleima Cury, acompanha o candidato em parte da campanha. Os dois são casados há 43 anos e têm três filhas: Camila, Carol e Claudia. Cury também participou de podcasts, visitou escolas e igrejas, comeu pastel e esteve na Rocinha, no Rio. Na quinta-feira, reuniu-se com o pastor José Wellington Costa Junior na sede da Assembleia de Deus, em São Paulo.

Cury declarou patrimônio de R$ 242 milhões à Justiça Eleitoral e é o candidato mais rico da disputa presidencial.

Propostas e críticas

Autor de mais de 70 obras, Cury baseia o programa de governo na chamada Gestão da Emoção. O documento cita Friedrich Nietzsche, Hannah Arendt e Immanuel Kant e menciona mais de 30 vezes a teoria desenvolvida pelo candidato.

Entre as propostas estão ampliar o uso da inteligência artificial na segurança e no combate à corrupção, expandir a telemedicina, criar o Programa Nacional de Saúde Mental e gerar 10 milhões de novos empreendedores. Cury também defende déficit fiscal próximo de zero, redução gradual da dívida pública, a recriação do Ministério da Segurança Pública e mandato de oito anos para ministros do STF.

A psiquiatra Elisa Brietzke, professora da Queen's University, no Canadá, critica a falta de base científica da chamada “síndrome do pensamento acelerado”. Segundo ela, o conceito não aparece na classificação de doenças da OMS nem no manual da Associação Americana de Psiquiatria e pode levar pacientes a explicações simplistas para sintomas com outras causas.

Além da atuação como escritor, Cury mantém negócios no agronegócio. Ele declarou 17 fazendas, dois apartamentos, três prédios, investimentos e participações em empresas. Também detém 99,97% da Filadélfia Nature, holding ligada a plantações e outras atividades do setor.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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