Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Augusto Cury defende veto a condenados ligados ao caso Vorcaro

Candidato do Avante também propôs julgamento público e rápido de suspeitos e falou em reduzir juros com responsabilidade fiscal.

Augusto Cury diz que quem está na lista de Vorcaro e for condenado 'não merece voto'
Foto: Yuri Murakami/F/2.8 News/Estadão Conteúdo

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou nesta terça-feira (15) que pessoas condenadas e relacionadas à lista de contatos ou às investigações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro não deveriam receber votos nas eleições.

“Quem está na lista do Vorcaro e for condenado, não merece o seu voto”, disse Cury durante um evento de campanha na Avenida Paulista. Ele afirmou que está indignado com a situação política e classificou a corrupção como um problema epidêmico.

Cury também pediu ao ministro Edson Fachin e aos integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) que façam um julgamento público, televisionado e rápido dos envolvidos em crimes. Na avaliação dele, os casos deveriam ser analisados em uma semana para que os eleitores tenham condições de decidir em 4 de outubro.

A declaração ocorreu no mesmo dia em que o STF examinou a possibilidade de abrir investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por uma suposta relação com Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A análise terminou sem decisão depois que o ministro Flávio Dino pediu vista. A Corte avaliou pela primeira vez a abertura de uma investigação criminal contra um de seus próprios ministros.

Vorcaro está preso no âmbito da Operação Compliance Zero. As apurações analisam suspeitas de fraudes financeiras no Banco Master e a tentativa de aquisição da instituição pelo Banco de Brasília (BRB). Informações retiradas do celular do ex-banqueiro estão entre os elementos examinados pelo STF.

Juros e gastos públicos

Ao comentar demandas ouvidas durante a campanha, Cury citou o endividamento das famílias e defendeu a redução dos juros acompanhada de responsabilidade fiscal. Ele disse ter ouvido pessoas que perderam a esperança no país e críticas ao STF, ao Congresso Nacional e ao Executivo.

O candidato afirmou que pretende auditar a máquina pública, reduzir despesas e revisar cargos políticos, preservando os funcionários públicos. Também apresentou sua candidatura como uma alternativa à divisão entre direita e esquerda e disse que busca unir o Brasil.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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