A seleção brasileira venceu o Peru por 3 sets a 0 na noite de quarta-feira (9), mas Gabi deixou a quadra com ressalvas sobre o desempenho da equipe. A capitã apontou problemas no bloqueio e no saque antes do confronto com a Colômbia, marcado para esta quinta-feira (10), às 20h, no Maracanãzinho.
Gabi considerou que o Brasil precisa ser mais efetivo nos fundamentos diante de uma adversária que exigirá mais. O jogo terá peso de decisão na campanha brasileira, segundo a ponteira. Ela também lembrou da derrota para as colombianas por 3 sets a 1, em 19 de setembro de 2021, pelo Sul-Americano. Naquela partida, disputada em Barrancabermeja, na Colômbia, o Brasil perdeu com parciais de 25/19, 25/23, 24/26 e 25/23, mas conquistou o título da edição por precisar de apenas um set para garantir a taça.
A partida contra o Peru também marcou mais uma etapa da progressão de carga de Gabi. Após atuar por dois sets na estreia contra a Venezuela, ela permaneceu em quadra por quase toda a segunda partida e afirmou estar jogando sem dor. A jogadora chegou a imaginar que seria substituída no terceiro set, mas continuou por mais alguns minutos e comemorou a possibilidade de contribuir por mais tempo.
A ponteira explicou que sua retomada envolve ampliar gradualmente sua participação, além de recuperar funções de liderança, organização do time e atuação no fundo de quadra. Para ela, a evolução física tem sido acompanhada por mais confiança dentro de quadra.
Apesar da vitória sem perder sets, Gabi avaliou que o bloqueio brasileiro sofreu com bolas exploradas pelas atacantes peruanas e que o saque não funcionou como esperado. Ela, por outro lado, destacou melhora no passe, na comunicação, na construção ofensiva e no uso das centrais. Na avaliação da capitã, acionar mais o meio pode abrir espaço para as jogadoras das pontas.
José Roberto Guimarães também viu evolução em relação à estreia e elogiou a concentração da equipe. O treinador, porém, concordou que o bloqueio poderia ter sido melhor. Para ele, as atacantes do Peru, com menor estatura e muita velocidade, exigiram uma adaptação diferente da habitual.
Outra alternativa usada na partida foi Marcelle em ações de saque e defesa no fundo de quadra. Embora seja líbero, ela pôde exercer essas funções porque não estava relacionada como uma das líberos em quadra. Zé Roberto disse que a jogadora já vinha treinando essa possibilidade.
O Brasil chega ao duelo com a Colômbia após duas vitórias por 3 sets a 0, sobre Venezuela e Peru, e ainda sem perder sets no Sul-Americano.



