BRASÍLIA — Flávio Bolsonaro afirmou em julho que nunca havia viajado em um avião de Daniel Vorcaro. A declaração foi feita em 1º de julho deste ano, durante um café da manhã com mulheres conservadoras, quando o senador também disse que sua única relação com o ex-banqueiro estava ligada ao financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro.
“Vocês não vão me ver em festinha de Vorcaro. Nunca entrei em avião de Vorcaro e nunca estive em festinha de astronauta”, declarou o senador, ao responder a uma publicação de Michelle Bolsonaro sobre uma suposta festa promovida por Vorcaro. Flávio classificou a ex-primeira-dama como “completamente desinformada” por insinuar que ele teria participado do evento.
Viagem em janeiro de 2025
Em 19 de janeiro de 2025, Flávio viajou de Fort Lauderdale, na Flórida, para Brasília acompanhado da mulher, das duas filhas e do advogado e empresário Willer Tomaz. O grupo estava em um jato executivo ligado a Vorcaro.
O avião era um Legacy 650, de prefixo PP-NLR. Na data do voo, a Prime You, empresa da qual Vorcaro era sócio, tinha um terço das cotas da aeronave. Tomaz também possuía participação no avião e afirmou ter pago pela viagem.
A aeronave foi a mesma em que o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes apareceu desembarcando em agosto de 2025.
Três dias antes da revelação sobre a viagem, Flávio havia publicado no X uma crítica a Moraes. Na mensagem, afirmou que um voo no jatinho de Vorcaro representava uma “máfia”.
Depois da divulgação, o senador ironizou o caso e escreveu que “ainda bem que na época o avião era de Willer”. Flávio acrescentou que, se a aeronave pertencesse a Moraes naquele momento, teria viajado no avião do ministro.




