Porto Alegre, Domingo, 11 de outubro de 2026
Brasil

Compra diária ou mensal: qual estratégia ajuda a gastar menos no mercado?

Planejamento reduz compras por impulso, mas adquirir alimentos perecíveis em excesso pode aumentar o desperdício.

Compra diária ou mensal: qual estratégia ajuda a gastar menos no mercado?
Foto: Captura de tela/Redes Sociais

Ir ao supermercado todos os dias pode facilitar pequenas reposições, mas aumenta as chances de compras por impulso. Já concentrar tudo em uma única ida ajuda a planejar o orçamento, embora possa levar ao excesso e ao desperdício de alimentos.

Cada visita ao mercado expõe o consumidor a promoções, produtos posicionados estrategicamente e itens que não estavam na lista. Para quem tem dificuldade de seguir um orçamento, essa frequência pode ser mais arriscada. Além disso, várias compras pequenas dificultam acompanhar o total gasto no mês: uma compra de R$ 30 parece pouco, mas, repetida 20 vezes, chega a R$ 600.

A compra maior tende a funcionar melhor para produtos de maior durabilidade, como itens de limpeza e higiene, arroz, feijão e massas. Com uma lista baseada no consumo da família, também fica mais fácil pesquisar preços, comparar tamanhos de embalagem e estabelecer um limite para os gastos.

O risco aparece quando comprar para o mês significa encher a despensa sem considerar a quantidade que será consumida. Uma pesquisa da Embrapa identificou desperdício médio de 128,8 quilos de alimentos por família ao ano entre os domicílios avaliados. Nesse caso, o que parecia economia pode virar dinheiro perdido.

Por isso, não é necessário comprar frutas, verduras, carnes, pães e outros alimentos frescos para 30 dias. Para esses produtos, compras menores, feitas semanalmente ou conforme a necessidade, podem reduzir as perdas. Uma alternativa é combinar uma compra maior de itens duráveis com reposições menores de perecíveis.

Para economizar, a recomendação é verificar o que já está disponível em casa antes de sair e preparar uma lista conforme o consumo real. Também é importante comparar o preço por quilo ou litro e não escolher uma embalagem maior apenas porque ela parece mais barata. A promoção só representa economia quando o produto será utilizado.

Definir um teto para a compra e evitar idas ao mercado por hábito também ajuda. No fim, a frequência não determina sozinha o resultado: o controle depende das oportunidades de compra por impulso e do quanto dos produtos adquiridos será realmente consumido.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.