Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Críticas internas expõem dificuldades na pré-campanha de Flávio Bolsonaro

Aliados apontam centralização, falhas de comunicação e influência do núcleo que atua nos Estados Unidos sobre a pré-candidatura.

Fogo amigo e uma crise atrás da outra desgastam pré-campanha de Flávio Bolsonaro
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

A pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) enfrenta resistência entre aliados e críticas à atuação do senador Rogério Marinho (PL-RN), responsável por articular a candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Integrantes de diferentes grupos envolvidos na campanha relatam falta de integração, excesso de centralização nas decisões e dificuldade para acomodar lideranças políticas e partidárias. Na avaliação desses aliados, o cenário tem estimulado disputas internas e prejudicado a organização da pré-candidatura.

Também há críticas à estratégia de comunicação. Relatos apontam dificuldades para criar fatos políticos, produzir conteúdo, conquistar espaço na imprensa e influenciar o debate público. Parte dos apoiadores avalia que a presença política de Flávio Bolsonaro depende principalmente das redes sociais e da mobilização espontânea da militância, e não de uma estrutura profissional de comunicação.

Influência dos Estados Unidos

O chamado “comitê dos EUA” é outro foco de desgaste. Segundo integrantes da campanha, decisões estratégicas estariam sendo influenciadas ou definidas pelo núcleo que atua nos Estados Unidos, que inclui o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL).

Para esses interlocutores, a dinâmica provoca ruídos na comunicação interna, torna as decisões mais lentas e reduz o protagonismo da equipe encarregada do dia a dia da campanha.

A tensão aumentou após a divulgação de um vídeo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o anúncio de tarifas comerciais pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em um documento, Flávio Bolsonaro não pediu o cancelamento das tarifas estudadas pelo governo norte-americano. O senador solicitou apenas que uma eventual implementação ocorresse depois das eleições presidenciais brasileiras de 2026.

Integrantes do governo federal avaliam que a iniciativa favoreceu politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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