Aos 59 anos, May Lee trocou uma carreira de 30 anos na Hewlett-Packard por um trabalho temporário na Antártida. A mudança ocorreu depois de ela ser demitida em 2025 e enfrentar dificuldades para encontrar uma nova vaga na área de tecnologia.
Lee entrou na HP em 1987, como estagiária de engenharia de software. Ao longo da carreira, ocupou diferentes funções e chegou às áreas de marketing e comunicação. Ela esperava permanecer na empresa por mais alguns anos, mas a demissão alterou seus planos.
A nova oportunidade surgiu na estação McMurdo, onde Lee passou a trabalhar como técnica de suprimentos. A função envolvia conferência de mercadorias, organização de estoques, movimentação de caixas e uso de equipamentos para transportar cargas.
Rotina diferente
A jornada também mudou. Depois de estar acostumada à flexibilidade dos escritórios do Vale do Silício, Lee passou a acordar por volta das 6h30 e iniciar o expediente às 7h30. O trabalho seguia até aproximadamente 17h30, de segunda-feira a sábado. O domingo era o único dia livre.
Fora do expediente, os deslocamentos eram feitos em boa parte a pé. O acesso limitado à internet também alterou a forma como os trabalhadores ocupavam o tempo livre. Na estação, eles participavam de atividades presenciais, encontros, festas, palestras e outros eventos promovidos pela comunidade.
Lee também apresentou um programa semanal de rádio dedicado a músicas dos anos 1980. A temporada na Antártida, inicialmente temporária, abriu caminho para uma nova função.
Depois de atuar como técnica de suprimentos, ela passou a planejar o retorno a McMurdo como engenheira de radiodifusão. Nesse trabalho, ficaria responsável pelas instalações de televisão e rádio da estação.
A mudança levou Lee de uma rotina corporativa no Vale do Silício para atividades operacionais em uma das regiões mais isoladas do planeta.



