A rotina de Sara inclui preparar cimento, transportar materiais, retirar entulho e abrir espaços em paredes. Aos 36 anos, a hondurenha trabalha legalmente como ajudante de pedreiro na Espanha e afirma preferir a construção civil ao trabalho doméstico que exerceu anteriormente.
O salário-base é de 1.200 euros por mês, equivalente a cerca de R$ 6,7 mil na conversão usada na pauta. Quando faz horas extras, ela pode alcançar aproximadamente 1.500 euros mensais. Sara também diz que a construção paga melhor do que os empregos domésticos que teve.
Da casa de idosos às obras
Sara chegou à Espanha em 2019. No início, trabalhou como empregada doméstica interna e passou cerca de 11 meses morando na casa de um casal de idosos. A rotina praticamente contínua levou a hondurenha a buscar outra alternativa profissional.
A transição começou com pequenos serviços de pintura em reformas. Depois, ela aprendeu outras tarefas relacionadas à construção e conseguiu uma vaga em uma empresa.
Hoje, a jornada ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, com intervalos durante o expediente. Além de preparar cimento e movimentar materiais, Sara ajuda na organização da obra e na remoção de resíduos.
“Os trabalhos são para as pessoas”
Embora reconheça o esforço físico exigido, Sara afirma que prefere a nova atividade. Para ela, a variedade das tarefas faz com que os dias sejam menos repetitivos.
A trabalhadora relata que já ouviu comentários sobre sua capacidade por ser mulher. Algumas pessoas, segundo ela, consideram que mulheres não conseguiriam realizar trabalhos que exigem força física.
Sara discorda dessa visão e defende que o desempenho profissional não depende do gênero. “Nenhum trabalho é para homens, os trabalhos são para as pessoas”, afirmou.
A mudança marcou uma nova etapa de sua trajetória profissional desde a chegada ao país europeu. Depois de atuar no serviço doméstico, ela passou a exercer uma função na construção que diz realizar com satisfação.



