Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Documento ligado a aliado de Flávio Bolsonaro prevê parceria mineral com os EUA

Apresentação projeta até US$ 100 bilhões em investimentos e nega ter sido produzida para a campanha do senador.

Terras raras: plano com marca de Flávio Bolsonaro prevê parceria com EUA
Foto: Divulgação

Um documento elaborado por André Marinho, candidato do Novo ao governo do Rio de Janeiro e aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL), propõe uma parceria entre Brasil e Estados Unidos para explorar e processar minerais críticos e terras raras em um eventual governo do senador.

Produzida em inglês, a apresentação tem 22 páginas e se chama “Prosperity Partnership” (“Parceria para a Prosperidade”). A capa traz a inscrição “Flávio Bolsonaro | 2026 Campaign”, enquanto as demais páginas exibem o nome do senador e o slogan do projeto.

Os metadados identificam Marinho como autor. O documento é datado de 19 de março deste ano. Cerca de duas semanas depois, ele viajou aos Estados Unidos e se reuniu com o vice-presidente americano, J.D. Vance. Em maio, Flávio Bolsonaro também esteve em Washington, onde encontrou Vance e o presidente Donald Trump.

Proposta de alinhamento com Washington

O plano afirma que o Brasil deveria deixar de atuar apenas como exportador de matéria-prima, reduzir a dependência das cadeias chinesas de processamento e se aproximar dos Estados Unidos na formação de um sistema de abastecimento de minerais críticos.

A apresentação critica a política do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), classificada no material como “pró-China”, e defende aceleração regulatória, integração entre mineração e política industrial e atração de capital. Entre os objetivos estão ampliar a industrialização, gerar empregos e aumentar a autonomia estratégica brasileira.

A proposta é dividida em seis pilares. O documento cita mudanças na legislação minerária e no licenciamento, demanda americana pelos minerais brasileiros, processamento no Brasil, combinação de capital dos Estados Unidos com ativos nacionais e inclusão do país em um bloco de fornecedores alinhados a Washington. Também recomenda que os minerais críticos sejam tratados como ativos de segurança nacional.

Investimentos e negativa do autor

Em um horizonte de dez anos, a apresentação estima investimentos de US$ 50 bilhões a US$ 100 bilhões em mineração, refino e processamento. O material projeta ainda a criação de 500 mil a 1 milhão de empregos e impacto de 1,5 a 2,5 pontos percentuais no Produto Interno Bruto (PIB).

André Marinho negou que a campanha de Flávio Bolsonaro tenha participado da elaboração ou recebido o estudo. Ele afirmou que produziu o material por iniciativa própria e que o arquivo estava armazenado em seu dispositivo.

“Não enviei nem apresentei esse conteúdo a nenhuma autoridade americana”, disse Marinho. Ele também afirmou que sua viagem aos Estados Unidos não teve relação com o tema e que não houve pedido, orientação ou iniciativa da campanha do senador.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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