As projeções climáticas apontam que o El Niño pode atingir uma intensidade excepcional no fim de 2026. O período mais provável para o pico está entre novembro e dezembro, embora o fenômeno possa avançar para janeiro do próximo ano.
A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos estima mais de 90% de chance de um evento muito forte durante o outono e o inverno. A agência também calcula 75% de probabilidade de um episódio histórico entre outubro e dezembro, com base em um índice utilizado pelos meteorologistas.
Como estão as previsões
A Organização Meteorológica Mundial informa que o fenômeno deve continuar se fortalecendo nos próximos meses. A entidade afirma que o El Niño costuma atingir o auge entre novembro e fevereiro, dependendo das condições observadas.
Modelos avaliados pelo Instituto Internacional de Pesquisa para Clima e Sociedade também indicam avanço da intensidade durante o outono e o inverno do Hemisfério Norte. As projeções para 2026, no entanto, apresentam pequenas diferenças quanto ao momento exato do pico.
A expressão “Super El Niño” não corresponde a uma categoria oficial independente. Ela é usada para descrever um episódio excepcionalmente intenso do El Niño, fenômeno associado ao aquecimento prolongado das águas superficiais do Pacífico Equatorial acima da média.
Possíveis efeitos
Esse aquecimento altera a circulação atmosférica e pode modificar os padrões de chuva e temperatura, além da ocorrência de eventos extremos em diferentes partes do mundo. A Organização Meteorológica Mundial alerta para maior risco de calor extremo, secas e chuvas intensas.
Os efeitos não são iguais em todas as regiões. No Brasil, a influência depende também de outros sistemas atmosféricos que atuam ao mesmo tempo. Por isso, meteorologistas recomendam acompanhar as atualizações oficiais durante a primavera e o verão, quando os sinais do fenômeno ficam mais claros.


