Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Eletricista aparece como tesoureiro de ONG sob investigação por movimentar R$ 83 milhões

Vanderlei Magalhães Natividade tinha autorização para movimentar contas do Instituto Conhecer Brasil, abastecido por emendas e contrato de R$ 108 milhões.

Eletricista aparece como tesoureiro de ONG ligada a ‘Dark Horse’ que movimentou R$ 83 milhões - A Nova Democracia

O eletricista industrial Vanderlei Magalhães Natividade aparece como tesoureiro do Instituto Conhecer Brasil (ICB) e tinha poderes para movimentar todas as contas da organização. Segundo decisão de Flávio Dino, a entidade teria operado mais de R$ 83 milhões entre setembro de 2023 e agosto de 2024.

Natividade oferecia serviços de reparos industriais, instalação de câmeras e alarmes, controle de acesso e atividades de bombeiro. Em 10 de setembro, a Polícia Federal vasculhou o endereço dele, e Dino determinou que o eletricista não deixasse o País.

O trabalhador morava em uma casa simples construída nos fundos de um terreno na Brasilândia, onde também viviam familiares de Karina. Em maio, ele se apresentou como “parente de consideração” da empresária. Nos documentos do ICB, porém, seu nome aparece associado à autorização para movimentar todas as contas, inclusive as que concentraram as operações de maior valor.

Contratos e repasses

O instituto recebeu emendas de Mário Frias e assinou com a Prefeitura de São Paulo um contrato de R$ 108 milhões para instalar pontos de internet sem fio. A organização também aparece em um circuito no qual R$ 8,55 milhões foram enviados a uma empresa que redistribuiu recursos para firmas registradas em nome de trabalhadores pobres.

A defesa de Natividade ainda não havia se manifestado na última atualização. Karina disse ter entregue mais de 20 mil páginas às autoridades e apresentou reclamação ao STF para questionar a competência da investigação, sem contestar o mérito.

O prefeito Ricardo Nunes afirmou que uma apuração municipal não encontrou irregularidades no contrato. A Polícia Federal investiga qual era a função efetivamente exercida pelo tesoureiro e quem comandava as operações milionárias.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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