Porto Alegre, Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Brasil

Texto associa Flávio Bolsonaro a milícias e critica projeto armamentista

Documento relaciona homenagens, emendas e vínculos políticos a grupos criminosos e afirma que uma eventual Presidência ampliaria riscos institucionais.

Flávio Bolsonaro representa o perigo das milícias no poder

O texto associa a trajetória política de Flávio Bolsonaro a figuras apontadas como integrantes de milícias do Rio de Janeiro e afirma que uma eventual chegada dele à Presidência representaria a entrada desses grupos no poder institucional. A avaliação é apresentada como uma ameaça à democracia, à segurança pública e ao funcionamento das instituições.

Entre os nomes citados está o capitão Adriano da Nóbrega, descrito no documento como chefe do Escritório do Crime. Flávio Bolsonaro o teria homenageado duas vezes na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, inclusive com a Medalha Tiradentes. O texto também menciona a contratação da mãe e da esposa de Adriano no gabinete do então deputado.

Ronie Lessa e Élcio de Queiroz, envolvidos no assassinato de Marielle Franco, aparecem relacionados à família Bolsonaro. O documento cita ainda os policiais militares Edson Alexandre e Major Ronald, também homenageados por Flávio Bolsonaro e associados a crimes graves.

Emendas e armas

O texto afirma que Flávio Bolsonaro destinou R$ 200 mil em emendas, em 2023, ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop). O repasse teria ocorrido após um pedido de Robson Calixto, conhecido como Peixe, descrito como miliciano condenado pelo Supremo Tribunal Federal por participação nas mortes de Marielle Franco e Anderson Gomes. Conversas entre Calixto e assessores de Flávio são apresentadas como evidência de negociação para a liberação do dinheiro. A Polícia Federal investigaria desvio de recursos e lavagem de dinheiro.

Também é citada uma declaração de Jair Bolsonaro à BBC, em 2008, na qual ele defendeu que as milícias ofereciam ordem e disciplina e poderiam ser legalizadas. O documento relaciona essa posição à expansão dos registros de CACs durante o governo dele: de 117 mil, em 2018, para mais de 783 mil, em 2022. No mesmo período, o arsenal teria passado de 350 mil armas para mais de 1 milhão.

A análise afirma que a política de acesso a armas e munições facilitou o abastecimento de facções e milícias. Ronie Lessa é citado como CAC. O Supremo Tribunal Federal também teria considerado a política armamentista de Jair Bolsonaro um fator que facilitou o desvio de armas para organizações criminosas.

O texto conclui que a presença de representantes ligados a milícias no governo poderia transformar o Estado em cúmplice da violência, fragilizar instituições e ampliar o controle criminoso sobre territórios e comunidades. A morte de Marielle Franco é apresentada como símbolo dessa disputa, por ela ter denunciado abusos atribuídos às milícias.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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