Porto Alegre, Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Brasil

Viagem de Flávio Bolsonaro em jato liga senador a sócios de Daniel Vorcaro

Senador viajou dos Estados Unidos a Brasília com a família e Willer Tomaz em aeronave que também levou Alexandre de Moraes.

Flávio Bolsonaro não vale uma palavra que diz ou cala
Foto: Reprodução/YouTube @flaviobolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro viajou da Flórida, nos Estados Unidos, para Brasília em 19 de janeiro de 2025 a bordo de uma aeronave ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro. Ele estava com a mulher, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, as duas filhas do casal e o advogado e empresário Willer Tomaz.

O avião, de prefixo PP-NLR, tinha entre os proprietários a Prime You, empresa que contava com Vorcaro entre os sócios. A companhia também operava a aeronave por meio da Prime Aviation Táxi Aéreo e Serviços. Tomaz confirmou ser dono de uma das três cotas do jato.

Relações empresariais e viagens

A participação da Prime You no avião foi adquirida no fim de 2024. Em maio de 2025, cada cota de 33,33% era avaliada em 5,5 milhões de dólares, conforme relatório da Polícia Federal. Naquele período, a empresa negociava a transferência de sua participação para o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes. O acordo não foi concluído.

O mesmo jato transportou Alexandre de Moraes em agosto de 2025. Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz também estiveram juntos no Hard Rock Hotel & Casino, na Flórida, na noite de 18 para 19 de janeiro. Dois meses depois, em março de 2025, os dois fizeram uma viagem à África do Sul.

A relação entre ambos também envolveu um imóvel usado por Flávio durante uma campanha em São Paulo. O apartamento havia sido comprado pela empresa de Tomaz em fevereiro de 2025 de Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro de Vorcaro, com deságio de 2 milhões de reais.

Áudio sobre financiamento

Em 13 de maio de 2025, Flávio negou ter enviado a Vorcaro um áudio no qual pediria dinheiro para financiar um filme sobre seu pai. “É mentira, pelo amor de Deus!”, afirmou ao ser questionado. No dia seguinte, prometeu prestar contas dos recursos em 30 dias, mas isso não havia ocorrido até a publicação do relato.

Flávio é investigado pelo Supremo Tribunal Federal por corrupção passiva e ativa, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O senador não apresentou esclarecimentos sobre sua relação com Tomaz, Vorcaro e as transações mencionadas.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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