Porto Alegre, Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Brasil

Flávio Bolsonaro reage a críticas sobre projeto ligado a Nossa Senhora Aparecida

Senador chamou a GloboNews de “central de disseminação de mentiras” após a repercussão de uma proposta apresentada por um ex-deputado aliado.

Assustado, Flávio Bolsonaro insulta Globo após onda de repúdio por ataque a Nossa Senhora
Foto: Marina Uezima/Brazil Photo Press/Brazil Photo Press)/AFP

Flávio Bolsonaro reagiu nas redes sociais à repercussão de um projeto que propõe retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O senador e candidato à Presidência acusou a GloboNews de divulgar informações falsas e afirmou que identificou um movimento coordenado para prejudicar sua imagem.

Flávio também disse que pretende tomar medidas nas áreas criminal e eleitoral. Em vídeo gravado durante compromissos em Minas Gerais, classificou a denúncia como uma “invenção” sem fundamento.

Projeto apresentado na Câmara

A proposta foi apresentada pelo ex-deputado e pastor evangélico Victório Galli. O texto prevê a retirada do título nacional de Nossa Senhora Aparecida, que passaria a ser definido como Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos.

Galli foi nomeado assessor especial da Presidência da República em 2019, durante o governo de Jair Bolsonaro. Antes disso, havia perdido a eleição em 2018. O ex-parlamentar mantém registros públicos ao lado de Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro.

Atualmente, Galli tenta retornar ao Congresso Nacional e continua ligado ao grupo político que apoia a candidatura de Flávio.

Reação política e religiosa

A discussão ocorre durante a corrida presidencial de 2026 e em meio a divergências entre setores da Igreja Católica e grupos de direita. Bispos passaram a defender pautas como soberania nacional, proteção ambiental, direitos dos povos indígenas e fortalecimento das instituições democráticas.

Nesse contexto, Flávio declarou em uma agenda pública que, se for eleito, assinará um decreto para afirmar que “o Brasil pertence ao Senhor Jesus Cristo”. Juristas e lideranças religiosas citados no texto consideraram a promessa incompatível com o Estado laico previsto na Constituição de 1988.

A repercussão levou o candidato a tentar separar sua campanha da proposta apresentada por Galli. Ao mesmo tempo, a associação entre os dois permaneceu no centro das críticas dirigidas ao senador e a seus aliados.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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