Porto Alegre, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

IF Goiano desenvolve tablete de tempero com cúrcuma sem gordura

Tecnologia criada em Rio Verde usa açafrão-da-terra, sal, fécula de mandioca e soro de leite em pó na formulação.

IF Goiano desenvolve tablete de tempero com cúrcuma sem gordura
Foto: Divulgação

Pesquisadores do Instituto Federal Goiano (IF Goiano) desenvolveram uma tecnologia para produzir tabletes de tempero prensado à base de açafrão-da-terra, também conhecido como cúrcuma. A formulação não utiliza gordura nem aditivos químicos sintéticos responsáveis por alterações artificiais no produto.

O projeto foi realizado no Campus Rio Verde e resultou no deferimento de uma patente. A tecnologia surgiu a partir de uma dissertação do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia de Alimentos da instituição.

A composição reúne açafrão-da-terra, sal, fécula de mandioca e soro de leite em pó. A pesquisa permite criar diferentes versões do tablete, com combinações de outros temperos. O produto pode ser usado como condimento e como fonte de coloração natural em preparações culinárias.

O trabalho foi desenvolvido pela estudante Maria Siqueira de Lima, com orientação do professor Marco Antônio Pereira da Silva e coorientação da professora Geovana Rocha Plácido.

Aplicações da formulação

De acordo com o IF Goiano, a tecnologia pode atender consumidores com restrições relacionadas ao consumo de gordura ou corantes artificiais. Os autores também afirmam que o tablete apresenta menor custo de produção em comparação com outras possibilidades de formulação, em razão dos ingredientes escolhidos e do processo de prensagem.

A pesquisa está voltada ao desenvolvimento tecnológico do alimento e não corresponde a uma avaliação clínica sobre efeitos à saúde dos consumidores.

Açafrão-da-terra é uma raiz usada na culinária por causa de seus pigmentos naturais, que produzem a tonalidade amarela característica. A curcumina é a principal substância associada a essa coloração e também é utilizada como corante natural na indústria de alimentos, conforme regulamentações sanitárias específicas.

Para o IF Goiano, o deferimento da patente protege a tecnologia criada pelos pesquisadores e integra as iniciativas de pesquisa e inovação da instituição. O desenvolvimento passa a fazer parte do conjunto de pesquisas aplicadas realizadas no campus, com possibilidade de futuras aplicações conforme o avanço do produto.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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