Congelar o pequi ainda com casca é um costume tradicional de famílias de Goiás para conservar o fruto depois do fim da safra. A prática busca manter por mais tempo características como aroma, textura e sabor, além de garantir a presença do pequi em receitas regionais ao longo do ano.
A temporada do fruto costuma ser curta. Por isso, quando a colheita se aproxima do fim e o pequi aparece em abundância nas feiras e propriedades rurais, algumas famílias separam parte da produção para armazenar no freezer.
Proteção da casca
A casca funciona como uma proteção natural, reduzindo o contato direto da polpa com o ambiente. Dessa forma, ajuda a evitar mudanças mais rápidas nas características do alimento. O método se diferencia do armazenamento em que a polpa é retirada antes do congelamento.
Muitas pessoas acreditam que manter o fruto inteiro preserva melhor o aroma, a textura e o sabor marcante do pequi. A técnica também facilita o armazenamento de grandes quantidades durante o período de colheita.
Depois de congelado, o fruto pode ser retirado do freezer e preparado normalmente. Em alguns casos, o frio altera a estrutura do alimento e torna mais fácil a retirada da polpa durante o manuseio.
Ainda assim, é preciso atenção no preparo e no consumo. O pequi tem espinhos internos próximos ao caroço, que exigem cuidado principalmente quando a polpa é retirada ou comida diretamente.
O hábito representa também uma relação cultural com um fruto conhecido do Cerrado. O pequi aparece em pratos como arroz com pequi, frango com pequi e outros preparos regionais. Como a safra depende do ciclo natural da planta, o congelamento permite prolongar o período de consumo e manter o sabor característico na culinária goiana mesmo depois que os frutos deixam de aparecer nas bancas.



