Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Katie Taylor encerra carreira com vitória e legado no boxe feminino

Irlandesa derrotou Flora Pili por decisão dos juízes e se aposentou como campeã indiscutível também na categoria superleve.

Katie Taylor encerra carreira com vitória e legado no boxe feminino

Katie Taylor encerrou a carreira no sábado (5) com uma vitória sobre Flora Pili, por decisão dos juízes. A luta aconteceu no Croke Park, em Dublin, diante de 83 mil pessoas. Durante o evento, os torcedores cantaram o nome da pugilista, enquanto 74% da população da Irlanda acompanhou a transmissão pela emissora pública RTÉ.

Aos 40 anos, Taylor terminou a trajetória como campeã indiscutível também na categoria superleve. A carreira, porém, inclui feitos que ultrapassam os cinturões e ajudaram a ampliar o espaço do boxe feminino.

Do início no boxe ao ouro olímpico

Nascida em 1986, em Bray, na Irlanda, Katie Taylor cresceu em uma família ligada ao esporte. Pete Taylor, seu pai, foi campeão amador irlandês dos meio-pesados. Bridget Taylor, sua mãe, tornou-se uma das primeiras juízas de boxe do país.

Katie começou a praticar boxe aos 12 anos, quando a modalidade ainda era proibida para mulheres na Irlanda. Para competir, escondia os cabelos sob o capacete e se inscrevia como “K Taylor”. Em 2001, as autoridades do boxe irlandês autorizaram oficialmente a participação feminina, e Taylor venceu Alanna Audley na primeira luta feminina oficialmente sancionada do país.

Os resultados no amador apareceram em 2005, com o ouro no Campeonato Europeu Amador, na Noruega. No ano seguinte, ela se tornou a primeira campeã mundial irlandesa da história na categoria peso-leve.

Nos Jogos de Londres, em 2012, Taylor conquistou a medalha de ouro e virou um ícone nacional. Antes disso, também havia defendido a inclusão do boxe feminino no programa olímpico.

Títulos e outras modalidades

A carreira profissional começou em novembro de 2016, com um nocaute técnico sobre Karina Kopińska. Taylor posteriormente reuniu os cinturões da WBO, WBA, IBF e WBC, organizações consideradas as quatro mais importantes do esporte.

Entre os resultados estão seis títulos mundiais femininos, cinco medalhas de ouro em Campeonatos da União Europeia, a vitória nos Jogos Europeus de 2015 e o ouro olímpico de 2012. Ela também foi eleita sete vezes Lutadora do Ano pela WBAN.

Além do boxe, Taylor disputou 11 partidas internacionais pela seleção irlandesa de futebol entre 2006 e 2009 e marcou dois gols. Também praticou camogie, futebol gaélico feminino e atletismo.

Encontro com Rose Volante

Em 2019, Taylor venceu a brasileira Rose Volante e unificou os títulos da WBA e da IBF. Rose havia sido a primeira pugilista brasileira a conquistar um título mundial na nova fase do boxe feminino e se tornou a primeira brasileira a disputar uma unificação de cinturões.

O combate terminou após um choque de cabeças que causou um ferimento em Rose. O árbitro interrompeu a luta e declarou a vitória de Taylor por nocaute técnico.

Rose afirmou que a mãe de Katie se aproximou dela após o combate e ergueu seu queixo diante dos aplausos dos torcedores irlandeses. “Às vezes, uma derrota dentro do ringue não representa uma derrota na vida”, disse a brasileira.

Depois de Rose, Danila Ramos e Beatriz Ferreira também conquistaram títulos mundiais. Fora dos ringues, Taylor apoia instituições voltadas a crianças, famílias em situação de vulnerabilidade e pessoas afetadas pela falta de moradia, dependência química e doenças graves.

Religiosa, ela aponta família, fé e boxe como os três pilares de sua vida. Em 2010, visitou a Casa Branca em um encontro com Barack Obama. No ano seguinte, foi escolhida como destaque no desfile de St. Patrick’s Festival Parade, em Dublin.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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