Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

MP denuncia ex-assessora de Flávio Bolsonaro por suspeita de lavar dinheiro de milícia

Raimunda Veras Magalhães é acusada de movimentar e ocultar recursos ligados ao jogo do bicho e ao grupo de Adriano da Nóbrega.

Ex-assessora de Flávio é denunciada por lavagem de dinheiro ligada à milícia

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou Raimunda Veras Magalhães, ex-assessora parlamentar de Flávio Bolsonaro, por suspeita de participar de um esquema de lavagem de dinheiro associado à milícia comandada por seu filho, o ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega. As investigações apontam que ela teria movimentado e ocultado recursos obtidos com a exploração de disputas de jogo do bicho.

Segundo o Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Raimunda integrava a estrutura financeira do grupo e usava empresas de fachada para receber e esconder valores. O esquema teria movimentado mais de R$ 8,5 milhões em pouco mais de um ano.

A denúncia faz parte da Operação Legado, que levou à acusação de 19 pessoas. A Justiça expediu mandados de prisão e de busca e apreensão. As apurações foram organizadas em três frentes: lavagem de dinheiro do jogo do bicho, organização criminosa ligada a Adriano da Nóbrega e ocultação de patrimônio.

A atuação do grupo se concentrava principalmente na Zona Sul do Rio de Janeiro, com destaque para Copacabana, e envolvia o bicheiro Bernardo Bello. Em outra frente, o Ministério Público denunciou Julia Lotufo, viúva de Adriano, sob suspeita de negociar imóveis e propriedades rurais ligados ao miliciano para conferir aparência legal ao patrimônio.

Raimunda entrou na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) em 2015 e foi nomeada no ano seguinte para o gabinete de Flávio Bolsonaro, então deputado estadual. Ela trabalhou no local entre 2016 e 2018, com remuneração de cerca de R$ 6,5 mil mensais, valor que ultrapassaria R$ 12 mil corrigido pela inflação. A exoneração ocorreu em novembro de 2018.

A assessoria do senador afirmou que ele “não é citado, investigado ou acusado” e que a passagem de Raimunda pelo gabinete não o relaciona às condutas investigadas. O caso das chamadas rachadinhas foi arquivado em 2021 após decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), que anularam provas por questões processuais. As investigações da Operação Legado continuam.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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