Porto Alegre, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Otoni de Paula acusa Flávio Bolsonaro de pressão por bets e questiona fé evangélica

Deputado afirma que Flávio e Paulo Guedes pressionaram Jair Bolsonaro pela regulamentação das apostas online, mas não apresenta documentos ou valores.

Pastor acusa Flávio Bolsonaro de receber dinheiro das bets e o chama de “crente pirata”
Foto: Reprodução

O deputado federal e pastor Otoni de Paula (PSD-RJ) acusou Flávio Bolsonaro (PL) de receber dinheiro do setor de apostas online e de pressionar Jair Bolsonaro pela regulamentação das bets. Em vídeo publicado nas redes sociais, Otoni afirmou que Flávio teria atuado ao lado de Paulo Guedes, então ministro da Economia, para convencer o ex-presidente a avançar com a medida.

O deputado disse ter acompanhado uma discussão sobre o tema no Palácio do Planalto. Segundo seu relato, Jair Bolsonaro decidiu não regulamentar as apostas naquele momento por temer a reação de igrejas evangélicas. “Eu estava no Palácio do Planalto, eu estava no gabinete do Bolsonaro, quando ele disse que não iria regulamentar porque tinha medo da resposta da Igreja”, afirmou.

Otoni também declarou que Flávio pretende manter parte do mercado de apostas e trabalhar contra a medida adotada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso. A ofensiva ocorreu após o senador defender o fim dos cassinos online, incluindo plataformas associadas ao “jogo do tigrinho”, mas admitir a continuidade das apostas esportivas sob maior controle.

Em 23 de setembro, Flávio afirmou que pretendia acabar com os cassinos online. Dois dias depois, voltou ao assunto, disse ser favorável à proibição desse tipo de plataforma e deixou em aberto a manutenção das apostas esportivas. O senador criticou a decisão de Lula de proibir as apostas eletrônicas e classificou a medida como “populista, hipócrita e eleitoreira”.

Questionamentos religiosos

Otoni afirmou que Flávio deveria se opor ao jogo de azar por ser evangélico. Também questionou qual igreja o senador frequenta, onde entrega o dízimo e onde participa da ceia. Durante o vídeo, chamou Flávio de “crente pirata” e disse que pretendia “desmascará-lo”.

A acusação também envolve Paulo Guedes. De acordo com Otoni, o então ministro defendia a legalização dos jogos de azar e pressionava Jair Bolsonaro pela regulamentação das apostas. O deputado afirmou que o ex-presidente resistiu por causa da possível reação de líderes religiosos.

Otoni ainda acusou Flávio de integrar um “lobby de destruição” e pediu que o senador esclarecesse sua relação com o mercado. No vídeo, porém, não apresentou documentos nem informou valores que comprovassem o suposto recebimento de dinheiro do setor.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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