Porto Alegre, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

The Economist aponta Renan Santos como candidato mais alinhado aos desafios do Brasil

Editorial avalia que o candidato da Missão defende reformas profundas, mas não superou as estruturas políticas de Lula e Flávio Bolsonaro.

A The Economist apontou Renan Santos, da Missão, como o candidato cujas ideias mais se aproximam dos desafios atuais do Brasil. A avaliação foi publicada em editorial nesta quinta-feira, 24, que também afirmou que ele não conseguiu avançar diante das estruturas políticas lideradas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

A revista descreveu Renan como um “libertário combativo” que defende reformas estruturais profundas e cortes de gastos para transformar o Brasil em uma grande potência. O editorial afirmou que nem ele nem outros candidatos de fora do sistema conseguiram superar a força política de Lula e Bolsonaro.

Para a The Economist, o país pode entrar em uma crise se houver forte aceleração da dívida e dos custos dos empréstimos. Entre os possíveis efeitos citados estão impactos sobre o Real, a inflação e a atividade econômica.

Críticas a Lula e Flávio Bolsonaro

O editorial classificou a escolha entre Lula e Flávio como um cenário de poucas perspectivas. A revista avaliou que nenhum dos dois seria confiável para enfrentar problemas considerados centrais, como a corrupção e o crescimento dos gastos públicos.

Sobre Lula, o texto afirmou que o presidente fez pouco para estimular o crescimento econômico e controlar as despesas. Também apontou a ausência de reformas econômicas, com exceção da simplificação do imposto sobre vendas, e criticou a posição do petista sobre disciplina fiscal.

Em relação a Flávio Bolsonaro, a revista mencionou a negativa do senador de que a ação humana seja responsável pelas mudanças climáticas, seus questionamentos sobre a integridade das urnas eletrônicas e a possibilidade de não reconhecer uma eventual vitória de Lula. Também citou investigações sobre supostos vínculos com criminosos violentos, negados por Flávio, e a proposta de conceder indulto ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O editorial destacou ainda o potencial brasileiro, com reservas de petróleo, Amazônia, geração hidrelétrica, produção agrícola, minerais de terras raras e uma população de 220 milhões de habitantes. Apesar disso, avaliou que a economia do país ficou estagnada nas últimas cinco décadas em relação a nações pares e à média do crescimento global.

A revista afirmou que o futuro do Brasil pode continuar suspenso por pelo menos mais quatro anos. Também ressaltou o funcionamento da Polícia Federal, da imprensa, do corpo diplomático e do Supremo Tribunal Federal, além de avaliar que uma eventual crise econômica poderia levar a população a considerar propostas que defendam sacrifícios para um futuro diferente.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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