Alguns substantivos da língua portuguesa mantêm a mesma forma no singular e no plural. É o caso de palavras como lápis, ônibus, vírus, pires, bônus, ônus, tênis, tórax, ônix e fênix.
A ideia de que essas palavras não têm plural é uma simplificação. De acordo com a Academia Brasileira de Letras, determinados substantivos terminados em “s” são chamados de nomes sigmáticos porque não apresentam uma marca diferente de número. Assim, a escrita do substantivo permanece igual, e os termos que o acompanham mostram se há uma ou várias unidades.
Como identificar o plural
Em “um lápis”, o artigo aponta para o singular. Já em “quatro lápis”, o numeral mostra que se trata de mais de um objeto, embora a palavra continue escrita da mesma forma. O mesmo ocorre com “o vírus” e “os vírus”: a diferença aparece nos artigos.
Substantivos paroxítonos terminados em “s” geralmente permanecem invariáveis. Já palavras oxítonas com essa terminação costumam receber “-es”. Um exemplo é a mudança de “país” para “países”.
As palavras terminadas em “x” também exigem atenção. Alguns substantivos, como tórax e ônix, são registrados com a mesma forma nos dois números. Por isso, acrescentar “-es” automaticamente não é uma regra válida para todos os casos.
Formas como “lápises”, “ônibuses”, “víruses” e “bônuses” não seguem o padrão registrado pela norma-padrão. Para evitar esse tipo de erro, é preciso observar a sílaba tônica, analisar os artigos e numerais da frase e consultar um vocabulário ou dicionário confiável quando houver dúvida.



