Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

PF aponta atuação de Flávio Bolsonaro em investimentos no filme Dark Horse

Documentos indicam que senador negociou recursos com Daniel Vorcaro e que Eduardo Bolsonaro administrava parte do dinheiro nos Estados Unidos.

Flávio Bolsonaro negociava recursos para 'Dark Horse' com Vorcaro, e Eduardo era gestor do dinheiro, diz PF
Foto: Reuters

Documentos da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República indicam que Flávio Bolsonaro atuava diretamente nas negociações de investimentos para o filme “Dark Horse”, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. O material também aponta que Eduardo Bolsonaro dava orientações sobre a gestão dos recursos nos Estados Unidos.

Os documentos tiveram o sigilo retirado pelo Supremo Tribunal Federal. Na noite desta quinta-feira (10), o presidente da Corte, Edson Fachin, determinou a publicidade do material relacionado ao Banco Master. A decisão foi cumprida pelo relator do caso, ministro André Mendonça. O fim da confidencialidade também havia sido defendido por Luiz Inácio Lula da Silva.

Negociações e valores

Segundo a investigação, Flávio trocou mensagens com Daniel Vorcaro e seus interlocutores, encontrou-se com o ex-banqueiro e fez cobranças para que fossem realizados aportes no longa. Um relatório afirma que o senador aparece como interlocutor direto nas tratativas, incluindo pedidos de pagamento, reuniões e acompanhamento das gravações.

O material aponta que foram negociados pelo menos US$ 24 milhões para a produção. Desse total, ao menos US$ 12,3 milhões teriam sido pagos. A Polícia Federal investiga ainda a suspeita de que parte do dinheiro tenha custeado despesas de Eduardo nos Estados Unidos.

A administração dos recursos seria feita pelo fundo Havengate, ligado a Paulo Calixto, advogado de Eduardo. Criado em 2020, o fundo não teria movimentado valores até fevereiro de 2025, quando recebeu US$ 2 milhões da Entre, empresa usada por Vorcaro nos pagamentos relacionados ao filme.

A PF afirma que os elementos reunidos justificam a abertura de investigação para esclarecer a origem, a circulação, a destinação e os beneficiários finais dos recursos. A PGR também pediu o levantamento de propostas legislativas de Flávio Bolsonaro e Mário Frias que possam ter beneficiado Vorcaro ou o Banco Master.

Operação

Na quinta-feira, uma operação autorizada pelo ministro Flávio Dino apurou possível desvio de R$ 750 mil da produção e uso de verba pública. Mário Frias está entre os alvos. Conforme o relatório, ele destinou R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina Gama, que também é dona da Go Up Entertainment, produtora do filme.

Flávio Bolsonaro pediu transparência sobre os documentos e afirmou que eles confirmariam não haver irregularidades relacionadas ao longa. Na quinta-feira, chamou a operação de “fajuta” e disse que faltavam 24 dias para a eleição.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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