Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

PF diz que Eduardo Bolsonaro orientava gestão de recursos do filme “Dark Horse”

Relatório aponta repasses de US$ 12,3 milhões a fundo nos EUA, reativado após 4 anos sem operar.

Eduardo orientou gestão de recursos de “Dark Horse” nos EUA, diz PF

A Polícia Federal afirma que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro orientava como seriam administrados, nos Estados Unidos, recursos enviados por Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro (PL).

As informações aparecem em documentos divulgados nesta 6ª feira (11.set.2026), após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, retirar o sigilo das investigações a pedido de Edson Fachin, presidente da Corte, e da Procuradoria Geral da República.

Fundo nos Estados Unidos

Dados extraídos do celular de Vorcaro mostram conversas em que intermediários repassavam instruções atribuídas a Eduardo. Em 21 de março de 2025, Thiago Miranda, então dono do portal Leo Dias, enviou ao empresário uma captura de tela de um diálogo atribuído ao ex-deputado.

Segundo o relatório, a conversa trazia “orientações sobre a forma pela qual os recursos poderiam ser geridos nos Estados Unidos”. O material também mencionava o envio da maior quantidade possível de valores pelo modelo em andamento e a disponibilidade de Altieres Santana.

Santana é descrito pela PF como corretor nos Estados Unidos com experiência nos mercados imobiliário e financeiro. Ele administrava o fundo Havengate Development Fund LP em sociedade com Paulo Sérgio Camin Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro.

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras informou que a Entre Investimentos e Participações Ltda. repassou US$ 12,3 milhões ao Havengate ao longo de 2025. O contrato de financiamento do filme previa US$ 24 milhões, valor equivalente a cerca de R$ 134 milhões à época.

Criado em 2020 para um projeto imobiliário no Texas que prometia green card a investidores, o Havengate não teve o projeto executado. O fundo ficou inativo por 4 anos e foi reativado em fevereiro de 2025 para receber os recursos destinados à produção.

Reuniões com os Bolsonaro

A PF também registrou tratativas para encontros presenciais. Em março de 2025, Thiago Miranda informou a Daniel Vorcaro que Eduardo e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) queriam marcar uma reunião sobre o financiamento do filme.

A investigação busca esclarecer a atuação de Flávio Nantes Bolsonaro, Eduardo Nantes Bolsonaro, Mário Luís Frias, Thiago Miranda Silva, Fabiano Campos Zettel, Paulo Sérgio Camin Calixto, Altieres Santana e outros envolvidos na montagem, cobrança e destinação dos aportes.

Eduardo Bolsonaro foi questionado sobre o relatório, mas não havia respondido até a publicação das informações.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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