Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Renan Santos apresenta plano com cortes sociais, tutela de cidades e mudanças na segurança

Documento do candidato do Missão prevê substituir o Bolsa Família, limitar benefícios à inflação e alterar regras para municípios, educação e cultura.

O candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, apresentou um plano de governo de 51 páginas com propostas para reduzir despesas públicas, substituir o Bolsa Família e ampliar a atuação federal sobre municípios considerados ineficientes.

O documento prevê um ajuste fiscal de R$ 1,1 trilhão até 2031, conforme cálculos do candidato. Entre as medidas estão a desindexação de benefícios previdenciários e assistenciais do salário mínimo, a revisão do abono salarial, a redução de renúncias fiscais, o fim dos supersalários e uma reforma da Previdência. Os reajustes dos benefícios ficariam limitados à inflação, sem ganho real.

Também está prevista a desvinculação dos pisos mínimos de saúde e educação da receita corrente líquida da União. Hoje, os percentuais citados no plano são de 15% para saúde e 18% para educação.

Municípios, trabalho e infraestrutura

O partido propõe criar a Comissão Federal de Gestão Pública para avaliar prefeituras e permitir tutela federal sobre cidades classificadas como ineficientes. O Bolsa Família seria substituído pelas chamadas Frentes Cidadãs, definidas como trabalho remunerado em prol da comunidade.

Na infraestrutura, Renan Santos promete elevar os investimentos até 4% do Produto Interno Bruto e ampliar a malha ferroviária de 30 mil para 40 mil quilômetros, usando o espaço fiscal obtido com cortes de gastos.

Na segurança, o plano prevê decretos de Estado de Defesa e a adoção de uma legislação chamada Direito Penal do Inimigo. Entre as propostas estão a dissolução de entidades públicas ou privadas infiltradas pelo crime organizado, a criação de tribunais especializados e a federalização de processos envolvendo facções.

Educação, cultura e habitação

Para a saúde, o candidato propõe que a fila do Sistema Único de Saúde priorize a gravidade dos casos e defende o uso de telemedicina e diagnósticos por Inteligência Artificial. Na cultura, sugere fundir os ministérios da Cultura e da Educação, transferir recursos para a segurança e revisar a Lei Rouanet.

Na educação, o plano inclui o sistema fônico de alfabetização, a ampliação das escolas cívicos-militares, o fim das cotas e a substituição da autonomia universitária por um alinhamento estratégico com o governo federal.

O documento ainda propõe a conversão de favelas em bairros formais no prazo de dez anos, com hipotecas de R$ 200 a R$ 500. Construções habitacionais não legalizadas poderiam ser demolidas em 48 horas. A campanha estima custo entre R$ 1,2 bilhão e 1,5 bilhão e prevê que o Tesouro Nacional assuma de R$ 50 bilhões a 85 bilhões das despesas, com a justificativa de que o programa se autofinanciaria por meio de hipotecas, IPTU e recuperação do furto de energia.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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