Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Renan Santos critica Flávio Bolsonaro e defende endurecimento na segurança

Candidato do Missão atacou o bolsonarismo, Lula e aliados da direita durante evento na zona sul de São Paulo.

Renan Santos critica Flávio: 'Brasil se ilude com farsa bolsonarista'
Foto: Fabíola Perez/UOL

Candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e alianças do campo da direita durante um evento da Escola de Formação de Líderes, na zona sul de São Paulo.

Santos afirmou que o Brasil vive uma crise de liderança e acusou parte do país de se iludir com o bolsonarismo. Também disse que setores produtivos deveriam receber o poder e declarou que Flávio Bolsonaro e aliados do movimento estariam interessados principalmente em negócios ou voto.

O candidato afirmou que a população está entre Lula, que, segundo ele, aparece em primeiro nas pesquisas, e uma família que teria enganado o setor produtivo. Santos também criticou empresários que, na avaliação dele, apoiaram o bolsonarismo e permaneceram em silêncio.

Ao falar sobre a direita, Santos acusou parte do grupo de ter aderido ao bolsonarismo de forma acrítica e responsabilizou esse movimento pelo retorno de Lula ao poder. Ele disse que o grupo político do qual participa foi abandonado por outras correntes da direita, mas afirmou que isso favoreceu sua organização e sua militância nas redes sociais.

Segurança pública

Santos disse se inspirar nas políticas do presidente de El Salvador, Nayib Bukele. Ele defendeu ações de intervenção federal nos portos de Santos, em São Paulo, e Pecém, no Ceará, além de intervenções nos estados da Bahia e do Rio de Janeiro, em articulação com governadores.

Ao tratar de ações policiais em um eventual governo, o candidato afirmou: “Matar alguém se necessário, faz parte do jogo”. Ele também mencionou o uso de Estado de Defesa e de Garantia da Lei e da Ordem em locais específicos para a retomada de territórios.

Santos afirmou que sua estratégia contra o Primeiro Comando da Capital seria diferente da adotada em El Salvador, mas teria semelhanças na reocupação de territórios e no combate a gangues em favelas. Ele disse ainda que não teria dificuldade para aprovar projetos de endurecimento das leis penais no Congresso.

Questionado sobre liberdades individuais e coletivas, o candidato afirmou que expressões como transfobia e racismo seriam usadas para restringir o debate. Ao mencionar a violência contra a mulher, disse que queria ver mulheres seguras e policiais matando criminosos. O combate a esses crimes não aparece entre as propostas do plano de governo citadas no evento.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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