Porto Alegre, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Brasil

Cinco sobrenomes ligados à nobreza e à história do Brasil

Bragança, Sousa, Albuquerque, Cavalcanti e Maranhão têm origens associadas a linhagens portuguesas, italianas e brasileiras.

Cinco sobrenomes ligados à nobreza e à história do Brasil
Foto: Reprodução

Cinco sobrenomes comuns no Brasil têm origens relacionadas a famílias nobres, colonizadores e episódios da história de Portugal e do país. As trajetórias passam por reis, fidalgos, uma obra de Dante e uma batalha contra os franceses no Maranhão.

Bragança é o nome da casa que governou Portugal de 1640 a 1910 e também deu os monarcas do Império do Brasil. A linhagem começou com Dom Afonso, filho de Dom João I e primeiro duque de Bragança. Atualmente, os descendentes da família imperial brasileira usam Orléans e Bragança.

Sousa está entre as linhagens mais antigas de Portugal. O sobrenome vem das Terras de Sousa, localizadas às margens do rio de mesmo nome, afluente do Douro. No Brasil, ficou associado a Tomé de Sousa, primeiro governador-geral da colônia.

Albuquerque tem origem em Alburquerque, vila espanhola próxima da fronteira com Portugal. O nome pode estar ligado à expressão latina “alba quercus”, ou “carvalho branco”. Em Pernambuco, o fidalgo Jerônimo de Albuquerque ficou conhecido como “Adão Pernambucano” por espalhar o sobrenome pelo país.

De origem florentina, na Itália, Cavalcanti aparece no “Inferno”, de Dante. O sobrenome chegou ao Brasil com Filippo Cavalcanti, que se casou com uma filha de Jerônimo de Albuquerque. Dessa união surgiu Cavalcanti de Albuquerque.

Maranhão é um sobrenome criado no Brasil. Jerônimo de Albuquerque, filho do “Adão Pernambucano”, acrescentou o termo ao próprio nome em 1614, depois de vencer os franceses na batalha de Guaxenduba. O rei reconheceu o nome, que passou aos descendentes.

Sobrenome não comprova descendência

A presença de um desses nomes não significa, por si só, descendência dessas famílias. A historiadora Rosana Coelho de Alvarenga e Melo, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), afirma que escravizados recebiam sobrenomes dos senhores. Depois da abolição, muitos adotaram nomes de ex-donos.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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