Porto Alegre, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Brasil

Mensagem em garrafa encontrada no Egito reconecta família a pesquisador maltês

Bilhete deixado em 1977 foi reconhecido pela irmã de Tom Moran após uma busca que passou por registros e redes sociais.

Mensagem em garrafa encontrada no Egito reconecta família a pesquisador maltês
Foto: Ilustração/Inteligência artificial

A letra de Tom Moran foi reconhecida imediatamente por sua irmã, Carmen Rossiter, ao receber a fotografia de um bilhete encontrado dentro de uma garrafa no Deserto Ocidental do Egito. O papel, escrito à mão em maio de 1977, permaneceu protegido por quase cinco décadas antes de voltar a circular e chegar à família do autor.

A descoberta ocorreu na região de Wadi Jadid, durante uma expedição conduzida pelo guia beduíno Suleiman Zidan. A garrafa de vidro estava parcialmente coberta por areia, entre vestígios antigos em uma área rochosa. No interior, havia uma mensagem com as informações “May 1977; Tom Moran; Party 6305; ‘Avich’ Bay Street; Malta” e um pedido para que o encontrador procurasse saber mais sobre Moran.

Das pistas à família

Os dados não indicavam uma cidade maltesa. Ainda assim, uma consulta a registros antigos relacionou o nome e o endereço a Marsaskala, em Malta. A partir daí, os responsáveis pela descoberta buscaram ajuda em um grupo de moradores da região nas redes sociais e chegaram a Carmen.

No início, ela suspeitou que a mensagem pudesse ser uma brincadeira. O reconhecimento da caligrafia, porém, mudou a interpretação do achado: o bilhete havia sido escrito por seu irmão, morto décadas antes.

A história de Tom Moran

Segundo Carmen, Moran trabalhou no Egito como geofísico de uma empresa norte-americana de exploração de petróleo. Antes, deixou a escola aos 16 anos e entrou no Exército britânico. A carreira o levou também à Arábia Saudita e a Papua-Nova Guiné.

Mais tarde, ele atuou na divisão de exploração de petróleo do governo de Malta. Moran morreu em 1998, aos 54 anos, sem saber que o papel deixado no deserto continuaria preservado.

A aridez e o isolamento da área contribuíram para a conservação. A garrafa também manteve o papel protegido das condições externas. Zidan e seu primo e parceiro de negócios, Ayman Zidan, exploravam o local para identificar e mapear antigas rotas de caravanas de camelos quando encontraram o objeto, junto de um tanque de água de aço rebitado e folhas de palmeira desgastadas pelo tempo.

Depois de décadas no deserto, a mensagem passou pelas redes sociais, levou os envolvidos até Malta e terminou nas mãos da irmã de Moran.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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