SÃO PAULO — A estreia de Tite pelo Botafogo será no domingo, contra o Mirassol, no interior de São Paulo. A direção do clube exige que a equipe conquiste uma vaga na Libertadores de 2027, principal condição apresentada ao treinador na chegada.
Tite foi contratado com vínculo até dezembro de 2028 e salário de R$ 2 milhões. O acordo também prevê uma multa pesada em caso de demissão. A contratação foi uma escolha do empresário mexicano Gabriel de Alba, dono da GDA Luma, empresa que assumiu a SAF de John Textor.
Conselheiros convenceram Gabriel de Alba a apoiar o nome de Adenor pela passagem de seis anos do técnico pela Seleção Brasileira e pela participação em duas Copas do Mundo. Na apresentação, Tite defendeu o trabalho realizado no período.
“Saí campeão da Copa América, fui vice em outra. Fizemos ótimas Eliminatórias”, afirmou.
Passagem pela Seleção
Com Tite no comando, o Brasil conquistou a Copa América de 2019, disputada no país. Na edição de 2021, também realizada em casa, a Seleção perdeu a decisão para a Argentina, no Maracanã. Nas Copas do Mundo, caiu nas quartas de final diante de Bélgica e Croácia.
O treinador deixou a Seleção após a Copa do Catar sem receber convite oficial para trabalhar na Europa. Segundo o texto, amigos diziam que várias seleções tinham interesse, mas nenhum convite foi formalizado.
Contestação no clube
A chegada ao Botafogo não provocou a repercussão esperada pelos dirigentes, e Tite não é unanimidade entre os conselheiros. O trabalho no Flamengo e, principalmente, no Cruzeiro é questionado internamente.
No Flamengo, o treinador foi demitido. Em abril de 2025, quando se preparava para assumir o Corinthians, teve uma crise de pânico. Depois, foi para o Cruzeiro e não permaneceu três meses.
Matheus, filho do técnico, será seu auxiliar no Botafogo. A dupla estreia no domingo. A permanência de John Textor na SAF também pode interferir no futuro do treinador: o empresário americano tenta reassumir o controle na Justiça.



