SÃO PAULO — A Associação de Futebol da Argentina (AFA) e a Associação de Técnicos da Federação Argentina (ATFA) negam qualquer vínculo com Alejandro Mancuso, enquanto a ATFA reconhece que os diplomas apresentados por ex-jogadores brasileiros são falsos.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) verificou que Diego Souza usou um documento irregular para assumir o Joinville. O departamento de registros da entidade cassou a licença, e o ex-jogador não pode trabalhar como treinador.
Como funcionava a proposta
Mancuso cobrava 20 mil dólares, cerca de R$ 100 mil, e prometia certificados das categorias C, B, A e Pro. Os documentos seriam reconhecidos pela Associação de Técnicos da Federação Argentina e permitiriam aos compradores atuar como treinadores até na Europa.
A proposta dizia que jogadores profissionais poderiam substituir os três anos de estudo pela experiência acumulada no futebol e por aulas teóricas em vídeo. Os diplomas chegariam em dez dias, após o pagamento e o envio de cópias dos documentos originais.
Entre os nomes citados como compradores estão Thiago Silva, Roberto Carlos, Lugano, Alex, Felipe Melo, Paolo Guerrero, Petkovic, Paulinho, Roberto Assis e Luiz Gustavo. Mancuso é ex-volante do Palmeiras e do Flamengo e foi auxiliar de Diego Maradona na Copa de 2010.
A AFA é presidida por Claudio Tapia. A entidade nega ter feito acordo com Mancuso, e a ATFA afirma não ter vínculo com o argentino. Nos diplomas dos brasileiros de 2026, a assinatura é atribuída a um diretor que deixou a entidade em 2020.
Defesa de Diego Souza
Diego Souza disse que confiou no histórico de Mancuso e buscou informações com jogadores que já haviam recebido os documentos. “Jamais imaginaria isso”, afirmou ao tentar se defender.
Mancuso pode ser preso por crimes de estelionato e falsificação de documentos. O caso foi denunciado pela jornalista Joanna de Assis.



