O Ministério do Turismo inclui o turismo esportivo entre as tendências de 2026. A modalidade reúne viajantes que escolhem cidades para praticar esportes, participar de provas, acompanhar competições ou viver experiências de aventura.
Do treino ao destino
A atividade pode definir a viagem antes mesmo da escolha do lugar. Uma corrida, uma rota de bicicleta, uma trilha, uma escalada ou uma aula de surfe passam a orientar o planejamento. O esporte deixa de ser apenas uma opção de lazer durante as férias e assume papel central na experiência.
Essa lógica também aparece nas chamadas viagens de aventura. Em 2026, o conceito de “darecation” ganhou espaço para descrever roteiros organizados em torno de desafios, adrenalina e conquistas pessoais. A meta pode ser completar uma corrida de 5 km, fazer uma trilha de vários dias, aprender a surfar ou percorrer uma distância de bicicleta ainda não tentada.
Natureza e eventos
A variedade de ambientes brasileiros favorece atividades ao ar livre. A Mata Atlântica reúne serras, florestas, manguezais, ilhas e praias, além de trilhas, cachoeiras, observação de vida selvagem e experiências de aventura. Chapada Diamantina, Chapada dos Veadeiros, Jalapão, Pantanal e Fernando de Noronha também são citados como destinos com possibilidades de contato com a natureza.
Eventos ajudam a conectar esporte e turismo. Em 2026, o Mestre Álvaro, no Espírito Santo, recebeu uma etapa do Insanity Mountain, com corrida, ciclismo e atividades ligadas à natureza. Ubatuba organizou um calendário com corrida de montanha, natação em águas abertas, ciclismo, triatlo e surfe. Em julho, Ilhabela recebeu o BRAVA Experience, que reuniu corrida, trilha, ciclismo, beach tennis, yoga e outras atividades ao ar livre.
João Pessoa também estruturou para 2026 uma programação com corrida de rua, ciclismo, paraciclismo e outros eventos. A realização dessas atividades pode movimentar hotéis, restaurantes, transportes e outros serviços.
Participar ou assistir
O turismo esportivo não depende de alto desempenho. Uma viagem pode incluir uma prova de 5 km, uma caminhada de algumas horas, uma primeira aula de surfe ou uma rota de caiaque em águas tranquilas. A conquista é individual e não exige disputa por pódio.
O esporte também pode levar torcedores a viajar. No Rio de Janeiro, quase 73 mil pessoas foram ao Maracanã para o primeiro jogo da NFL na cidade, realizado em setembro de 2026. O público incluiu torcedores de 67 países, enquanto a ocupação hoteleira chegou a 77,9%, com mais de 10 mil estrangeiros estimados entre os visitantes.
Preparação antes da viagem
Quando há um desafio físico, o planejamento começa antes do embarque. Treinos, equipamentos, distância, hidratação, descanso e condições do ambiente entram na organização. Em atividades de aventura, o Ministério do Turismo destaca a necessidade de atenção à segurança e a existência de normas específicas.
A escolha também pode envolver acompanhamento profissional. Guias ajudam a avaliar o terreno, adaptar o percurso e orientar sobre equipamentos e procedimentos de segurança, especialmente para quem está começando.
A Pesquisa Nacional de Demanda Turística iniciada pelo Ministério do Turismo em 2026 busca compreender as motivações dos brasileiros. O levantamento é realizado em 50 municípios das cinco regiões do país e analisa os motivos das viagens e a experiência dos visitantes.
Assim, a viagem pode nascer menos da pergunta sobre qual lugar conhecer e mais da definição do que fazer nele. Corrida, ciclismo, trilha, surfe, escalada e outras modalidades transformam o destino em parte da própria conquista.




