OSLO — O caso envolvendo Erling Haaland e a Norwegian Air Shuttle terá o primeiro confronto no Tribunal Distrital de Oslo em 9 de outubro. O jogador da seleção norueguesa e do Manchester City processou a companhia por considerar que seus direitos de imagem foram usados sem autorização.
A Norwegian Air Shuttle afirmou, nesta quinta-feira (1), que foi surpreendida pela queixa e classificou o processo como lamentável. A empresa também disse que pretende buscar uma solução amigável, embora tenha criticado o fato de a disputa ter chegado aos tribunais.
Defesa da companhia
Catharina Solli, porta-voz da aérea, defendeu as publicações. Segundo ela, o conteúdo representou um apoio espontâneo e bem-humorado à seleção norueguesa, em linha com as tendências digitais do momento.
Debate sobre uso comercial
Pedro Lopes, sócio-fundador do PPLlaw e da Chenus Holdings, avaliou o caso com base na legislação brasileira. Para ele, a imagem é um atributo da personalidade e não pode ser explorada comercialmente sem autorização.
O advogado afirmou que a empresa pode ser responsabilizada mesmo sem ter usado uma fotografia de Haaland. Na avaliação dele, a montagem buscava associar a marca à identidade do atleta, intenção reforçada pelo fato de a publicação ter ocorrido durante a Copa do Mundo.
Especialistas em gestão e marketing esportivo discutem a fronteira entre uma homenagem espontânea e o aproveitamento econômico não autorizado da imagem de um atleta. Alexandre Vasconcellos, gerente regional da Flashscore no Brasil, disse que uma campanha com objetivo promocional ou de venda exige autorização do jogador.
“Não cabe dizer que é uma mera homenagem quando se quer fazer dinheiro com o uso da imagem”, afirmou Vasconcellos. Ele também avaliou que Haaland aparenta ser aberto a cooperações e que a companhia demonstrou falta de sensibilidade e de cuidado técnico no episódio.



