Caio Pumputis e João Gomes Júnior terão objetivos diferentes na sequência da temporada após a final dos 100m peito nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé-2026. Caio vai concentrar a preparação no Mundial de piscina curta, enquanto João pretende competir mais em piscina longa e já projeta as seletivas de 2027.
Caio venceu a prova, estabeleceu o recorde dos Jogos e voltou a dividir o pódio com João, seu companheiro no Pinheiros e na seleção brasileira. A dobradinha brasileira também havia acontecido na semana anterior, quando os dois representaram o clube.
Caminhos diferentes
João registrou em Santa Fé sua melhor marca de 2026. O resultado veio depois de aproximadamente um ano afastado das competições e de uma sequência formada pelo Pan-Pacífico, pelo Finkel e pelos Jogos Sul-Americanos. O nadador afirmou que já recuperou o ritmo de treinamento, mas ainda trabalha para retomar a capacidade de competir em alto nível.
“Emendar essas três competições seguidas foi muito importante para mim”, disse João. Ele avaliou que seu desempenho melhorou a cada evento e explicou que a prova em Santa Fé ajudou a aumentar a confiança nos 100m peito.
Antes da final, os brasileiros combinaram estratégias distintas. João decidiu acelerar desde a passagem inicial, enquanto Caio planejou controlar mais o ritmo nos primeiros 50m. A diferença de abordagem não impediu uma disputa direta até o trecho final, já que os dois mantiveram a rivalidade durante a prova e a parceria fora dela.
A competição também exigiu adaptação entre piscinas de 25m e 50m, além de mudanças na rotina depois de viagens e eventos consecutivos. João relatou que teve uma semana para se ajustar à piscina curta após o Pan-Pacífico e que o período de preparação foi diferente para cada nadador.
Próximas metas
João seguirá para o US Open de piscina longa e pretende dar atenção especial aos 50m peito. Mesmo se tivesse alcançado o índice para o Mundial de curta, ele afirmou que escolheria competir em piscina longa para ganhar mais ritmo nessa modalidade.
Caio, por sua vez, disse que não entrou na final perseguindo obrigatoriamente o recorde. A prioridade era vencer, e a marca apareceu como consequência da disputa. “Fiquei muito feliz com o resultado, com a marca e por ter batido o recorde da competição”, declarou.
Os nadadores também apontaram uma meta conjunta para o ciclo: os Jogos Pan-Americanos de Lima-2027. A parceria foi projetada ainda até os Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028.



