Porto Alegre, Sábado, 26 de setembro de 2026
Esportes

Lula mira apostas esportivas e cita despesas previstas pelo Corinthians

Em discurso em Maceió, presidente questionou salários no futebol e defendeu medidas contra o vício em jogos.

Lula mira apostas esportivas e cita despesas previstas pelo Corinthians

Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende combater o vício em jogos e criticou a ligação entre clubes de futebol e casas de apostas. Durante um discurso, o presidente também questionou valores previstos no antigo contrato de um jogador do Corinthians, sem citar o nome de Memphis Depay.

Lula disse que o atacante recebia cerca de R$ 6 milhões por mês e mencionou uma despesa de R$ 250 mil mensais para a moradia dele em um hotel. Ao comentar os salários no futebol, o presidente afirmou que há jogadores da Série B que ganham mais de R$ 200 mil.

“Jogador é caro. Tem jogador da Série B que ganha mais de R$ 200 mil”, declarou Lula. Na sequência, ele questionou o desempenho do atleta citado e o pagamento da moradia previsto no contrato anterior.

Críticas às apostas

O presidente disse que os torcedores não deveriam precisar se viciar em jogos para gerar recursos destinados ao pagamento dos salários dos jogadores. Lula afirmou que pretende interromper essa dinâmica e criticou o uso do dinheiro das apostas no futebol.

O Corinthians esteve entre os clubes que defenderam a continuidade do mercado regulado de apostas esportivas no Brasil. Em 18 de setembro, o clube assinou, com Remo, Mirassol, Chapecoense, Athletico, Bahia, Coritiba, Grêmio, Internacional, RB Bragantino, Vitória e Atlético-MG, um manifesto conjunto sobre o tema.

Manifesto dos clubes

No documento, os clubes afirmaram que uma eventual proibição das apostas poderia reduzir imediatamente os investimentos das empresas no futebol. As bets movimentam mais de R$ 1 bilhão por ano em patrocínios aos clubes da Série A do Brasileirão, conforme a estimativa apresentada no texto.

Os signatários também disseram que esse dinheiro chega a equipes de diferentes portes, incluindo clubes de divisões de acesso e competições com menor exposição comercial. Para as agremiações do interior do país, o manifesto afirma que não há outro segmento econômico capaz de substituir imediatamente esse investimento.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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