Kylian Mbappé afirmou que não vê sentido em ser comparado a pessoas responsáveis por assassinatos e pelo sofrimento de milhões de pessoas. O atacante do Real Madrid comentou o apelido de “ditador”, usado por alguns torcedores nas redes sociais, durante entrevista concedida à France Football nesta sexta-feira (10).
O francês disse que entende a origem das brincadeiras, mas demonstrou incômodo com o significado histórico associado ao termo. Para Mbappé, a repercussão reúne humor e falta de percepção sobre o peso das referências usadas nas publicações.
“É parcialmente engraçado porque dá a impressão de que, para alguns, é apenas uma piada”, afirmou Mbappé. Na sequência, ele ressaltou que esse tipo de comparação também remete aos danos provocados por figuras históricas ligadas a regimes de violência e mortes.
O jogador declarou que nunca fez algo que justificasse uma associação desse tipo. “Acho que nunca fiz nada parecido na minha vida”, completou, ao falar sobre pessoas que assassinaram outras e deixaram milhões de pessoas infelizes.
Brincadeiras de Dembélé
Mbappé contou que Ousmane Dembélé tratou o assunto de outra maneira. O jogador do Paris Saint-Germain viu as piadas nas redes sociais e passou a brincar com o tema, chamando o atacante do Real Madrid de Mobutu.
O apelido faz referência a Mobutu Sese Seko, que governou o então Zaire, atual República Democrática do Congo, por 25 anos.
Disputa pelo prêmio
Em outro momento da entrevista, Mbappé falou sobre a Bola de Ouro. De forma descontraída, disse que votaria nele mesmo e afirmou acreditar que pode conquistar o prêmio nesta temporada.
Entre os motivos citados pelo atacante está sua trajetória em Copas do Mundo. Mbappé destacou ser o maior artilheiro da história da competição, à frente de grandes lendas do futebol.


