Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Esportes

Mercado fechado e dívida pesam para Memphis seguir no Corinthians

Pressão após pênalti perdido não deve provocar saída imediata; atacante tem 11 partidas restantes pelo clube em 2026.

Mercado fechado e dívida pesam para Memphis seguir no Corinthians

Memphis Depay deve continuar no Corinthians pelo menos até dezembro, apesar da pressão após o pênalti perdido contra o Estudiantes, no último lance das quartas de final da Libertadores. O atacante tem 11 jogos restantes pelo clube no Brasileiro, e uma saída imediata não é considerada viável pela direção.

O Corinthians está impedido pela Fifa de contratar, com três transfer ban relacionados a processos por falta de pagamentos a clubes. Além disso, o clube não teria dinheiro para rescindir o contrato, e Memphis poderia cobrar a equipe na entidade.

Contrato e opções no mercado

A renovação por dois anos compromete R$ 104 milhões do Corinthians entre salários, luvas e premiações. O valor inclui R$ 42 milhões de uma dívida do contrato anterior. O salário atual é de R$ 2,5 milhões e, com o acordo para o pagamento desse débito, o jogador chega a receber R$ 6 milhões a cada 30 dias.

As opções de transferência também são restritas. Clubes turcos interessados só podiam contratar até o dia 4 deste mês, enquanto a janela dos Estados Unidos terminou no dia 2. O mercado árabe segue aberto, mas Memphis não deseja ir para a região por causa da postura religiosa rígida.

Apoio no elenco

Fernando Diniz pediu a permanência do holandês ao próprio jogador, ao executivo Marcelo Paz e ao presidente Osmar Stabile. O treinador considera Memphis necessário para a sequência do Brasileiro, única competição que restou ao Corinthians.

O time está a quatro pontos da zona do rebaixamento. Os próximos compromissos serão contra Fluminense, em Itaquera, Internacional, em Porto Alegre, e Palmeiras, no Nubank Parque.

Memphis recebeu apoio de todos os jogadores, que reforçaram o pedido de Diniz pela renovação. No Parque São Jorge, há quem atribua parte dos problemas da temporada a dores relacionadas a um estiramento mal curado, sofrido em março deste ano.

Após a eliminação, o atacante saiu da arena de Itaquera por uma porta lateral, acompanhado por Gustavo Henrique e cercado de seguranças. No vestiário, recebeu um abraço de Diniz e dos companheiros. Antes, havia tentado liderar os jogadores em aplausos para a torcida, mas ouviu vaias, palavrões e pedidos para deixar o clube.

O pênalti também aumentou a pressão política sobre Stabile. Conselheiros que apoiam o presidente passaram a criticar a renovação. A cobrança desperdiçada foi a terceira derrota de Memphis em seis pênaltis batidos desde que chegou ao Brasil.

A eliminação ainda representou uma perda financeira calculada pela direção em R$ 19 milhões: R$ 12 milhões da Conmebol e pelo menos R$ 7 milhões de uma possível partida contra o Flamengo, em Itaquera. Mesmo assim, o atacante deve permanecer no Corinthians até o fim dos 11 jogos restantes de 2026. A situação poderá mudar após a eleição presidencial do clube, em dezembro.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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