Paulo Angioni morreu neste sábado (12), aos 80 anos, vítima de um câncer de pâncreas. O dirigente, considerado um dos pioneiros da função de diretor executivo no futebol brasileiro, teve uma carreira de mais de quatro décadas nos bastidores do esporte.
Tricolor desde a infância, Angioni encerrou a trajetória no Fluminense, clube pelo qual teve quatro passagens. Na última delas, iniciada em 2018, participou do período em que o time conquistou a Libertadores, a Recopa Sul-Americana e dois Campeonatos Cariocas.
O Fluminense publicou uma homenagem ao dirigente. “Sua contribuição à formação dos jovens será lembrada por muitos e suas lições permanecerão entre nós como exemplo de vida, compaixão e solidariedade”, afirmou o clube.
Trajetória no futebol
Nascido no Rio de Janeiro e descendente de famílias italianas, Paulo Sérgio Scudiere Angioni era formado em sociologia. Ele ingressou no futebol profissional em 1979, no Vasco da Gama, onde permaneceu por 14 anos.
Durante o período no clube, também atuou na Seleção Brasileira. Entre 1989 e 1990, integrou a comissão responsável pelo futebol da equipe nacional e esteve envolvido na preparação para as Eliminatórias da Copa do Mundo, a Copa América e o Mundial da Itália em 1990.
Em 1993, Angioni foi para o Flamengo, onde ficou até 1997. Depois, trabalhou no Corinthians e, em 1998, chegou à Parmalat, empresa que administrava o departamento de futebol do Palmeiras. No clube paulista, coordenou as atividades da parceria que marcou a história da equipe.
O dirigente retornou ao Fluminense em 2000. Anos depois, voltou a trabalhar no Corinthians durante a parceria com a MSI e, na sequência, passou novamente pelo Vasco.
Após deixar o clube carioca, participou da criação da Brasport e assumiu um projeto de reestruturação do Olaria. Em 2009, a equipe subiu para a primeira divisão do Campeonato Carioca.
Em 2010, indicado por Renato Gaúcho, Angioni chegou ao Bahia e participou da reconstrução administrativa do clube. Ao longo da carreira, também acumulou passagens por Olaria e pela Seleção Brasileira.
Em entrevista recente, resumiu sua relação com o futebol: “o jogador é a razão da minha vida no futebol”.



