Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Esportes

MP pede afastamento e bloqueio de bens do presidente do Corinthians

Denúncia contra Osmar Stabile também solicita restrições de contato, retenção do passaporte e impedimento de acesso às instalações do clube.

MP pede afastamento e bloqueio de bens do presidente do Corinthians
Foto: Atual presidente do clube, Osmar Stabile Rodrigo Coca/Corinthians

O Ministério Público pediu à Justiça o afastamento imediato de Osmar Stabile dos cargos diretivos e da representação do Corinthians em acordos, encontros e decisões administrativas. A solicitação faz parte de uma denúncia apresentada nesta terça-feira (15) contra o presidente do clube por suposta apropriação indébita.

Entre as medidas cautelares requeridas estão a proibição de Stabile frequentar qualquer instalação do Corinthians e restrições de contato com dirigentes, testemunhas e outras pessoas relacionadas à investigação. O Ministério Público também solicitou a retenção do passaporte do dirigente.

A acusação ainda pede que Stabile informe previamente à Justiça qualquer deslocamento pelo território brasileiro superior a oito dias. Essas viagens ficariam condicionadas à autorização judicial.

O Ministério Público requereu também o bloqueio de bens do presidente do Corinthians no valor de R$ 721 mil, referente ao período entre julho de 2025 e agosto de 2026.

A denúncia sustenta que recursos do clube teriam sido usados para pagar serviços de segurança pessoal de Stabile e de familiares dele. Os pagamentos foram destinados à Bear Security, empresa contratada para proteger o dirigente e pessoas próximas.

Elementos reunidos na investigação

O inquérito foi instaurado no mês passado após alertas feitos por associados do Corinthians. Na apuração, o Ministério Público reuniu documentos fiscais relacionados aos pagamentos feitos à empresa de segurança, além de imagens e registros de agentes acompanhando familiares do presidente em compromissos particulares.

Também foram incluídas declarações do próprio Osmar Stabile, nas quais ele teria confirmado o uso de um serviço de “segurança VIP”.

A acusação aponta ainda indícios de que a Bear Security estaria operando sem o devido registro na Polícia Federal. A situação da empresa integra os elementos apresentados pelo promotor Cássio Conserino no caso.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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