O Ministério Público pediu à Justiça o afastamento imediato de Osmar Stabile dos cargos diretivos e da representação do Corinthians em acordos, encontros e decisões administrativas. A solicitação faz parte de uma denúncia apresentada nesta terça-feira (15) contra o presidente do clube por suposta apropriação indébita.
Entre as medidas cautelares requeridas estão a proibição de Stabile frequentar qualquer instalação do Corinthians e restrições de contato com dirigentes, testemunhas e outras pessoas relacionadas à investigação. O Ministério Público também solicitou a retenção do passaporte do dirigente.
A acusação ainda pede que Stabile informe previamente à Justiça qualquer deslocamento pelo território brasileiro superior a oito dias. Essas viagens ficariam condicionadas à autorização judicial.
O Ministério Público requereu também o bloqueio de bens do presidente do Corinthians no valor de R$ 721 mil, referente ao período entre julho de 2025 e agosto de 2026.
A denúncia sustenta que recursos do clube teriam sido usados para pagar serviços de segurança pessoal de Stabile e de familiares dele. Os pagamentos foram destinados à Bear Security, empresa contratada para proteger o dirigente e pessoas próximas.
Elementos reunidos na investigação
O inquérito foi instaurado no mês passado após alertas feitos por associados do Corinthians. Na apuração, o Ministério Público reuniu documentos fiscais relacionados aos pagamentos feitos à empresa de segurança, além de imagens e registros de agentes acompanhando familiares do presidente em compromissos particulares.
Também foram incluídas declarações do próprio Osmar Stabile, nas quais ele teria confirmado o uso de um serviço de “segurança VIP”.
A acusação aponta ainda indícios de que a Bear Security estaria operando sem o devido registro na Polícia Federal. A situação da empresa integra os elementos apresentados pelo promotor Cássio Conserino no caso.



