Segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Esportes

Remo indoor combina técnica, força e condicionamento nas academias

Modalidade exige coordenação entre pernas, tronco e braços, além de progressão gradual para reduzir riscos durante o treino.

Remo indoor combina técnica, força e condicionamento nas academias

O remo indoor vem ganhando espaço nas academias e aparece entre as tendências de fitness em crescimento para 2026. As buscas globais pela modalidade aumentaram 83%, segundo o relatório anual da rede britânica PureGym.

O equipamento, conhecido como ergômetro, permite acompanhar distância, tempo, potência e ritmo. Usado há décadas na preparação de remadores, também passou a ser empregado em competições próprias e em sessões recreativas. A distância de 2.000 m é uma das principais referências do esporte.

A técnica começa pelas pernas

Remar não consiste em puxar o cabo apenas com os braços. Na fase de esforço, chamada de drive, o movimento começa com a pressão das pernas contra a plataforma. Em seguida, o tronco participa e, por último, os braços conduzem o cabo em direção ao corpo.

Durante a recuperação, a ordem se inverte: braços, tronco e pernas retornam progressivamente à posição inicial. A coordenação envolve pernas, quadris, tronco, costas, ombros e braços. Por isso, aumentar a velocidade das mãos não é suficiente para remar mais rápido. A força aplicada, o ritmo e a técnica precisam estar combinados.

Para iniciantes, aprender essa sequência pode ser mais importante do que elevar rapidamente a intensidade.

Condicionamento e intensidade

O ergômetro também exige do sistema cardiovascular, especialmente em sessões prolongadas ou testes de desempenho. Uma revisão sistemática publicada em 2025 reuniu 34 estudos e 909 remadores, entre atletas de elite, subelite e recreativos. O teste de 2.000 m apareceu em 79% dos trabalhos.

Entre os fatores mais relacionados ao desempenho estavam o VO₂ máximo, que indica a capacidade máxima de utilização de oxigênio durante o esforço, e a potência máxima alcançada em testes progressivos.

Esses dados não significam que todo praticante precise fazer testes máximos ou remar 2.000 m no limite. A revisão avaliou principalmente o desempenho no remo, e não a sessão mais adequada para a saúde da população em geral. No uso recreativo, duração e intensidade podem ser ajustadas ao condicionamento, com sessões contínuas leves ou intervalos mais intensos.

Menor impacto, mas com cuidados

Como o exercício é feito sentado e não envolve impactos repetidos de corrida e saltos, o remo indoor pode variar os estímulos aeróbicos. A World Rowing classifica a modalidade como uma atividade sem sustentação do peso corporal durante o movimento, com menor impacto articular do que algumas modalidades.

Isso não elimina os cuidados. A entidade alerta para a ocorrência de dor lombar entre remadores. Volumes elevados, aumento rápido da carga, fadiga e técnica inadequada podem ampliar a flexão da coluna e contribuir para desconforto.

Para quem está começando, a recomendação é iniciar com sessões curtas, dominar a sequência pernas-tronco-braços e aumentar duração e intensidade aos poucos. Pessoas com dor persistente, lesões ou condições que limitem o exercício devem buscar orientação profissional antes de intensificar o treino.

O ergômetro não reproduz todas as exigências de um barco, como equilíbrio, movimentação da embarcação e sincronização com outros remadores. Ainda assim, permite experimentar parte da mecânica e das demandas físicas do remo sem estar na água, além de oferecer métricas como metros percorridos, potência e tempo.

A primeira meta para quem encontra a máquina na academia pode ser aprender a executar melhor o movimento antes de tentar remar mais forte ou mais rápido.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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