ROSÁRIO — A campanha do Brasil no Mundial de Hong Kong mantém Guilherme Toldo confiante no trabalho da equipe de florete, apesar da prata conquistada nos Jogos Sul-Americanos Santa Fé-2026. O esgrimista lembrou que a seleção terminou em 14º lugar entre 35 equipes, venceu a Grã-Bretanha por 45 a 41 e só foi eliminada pela Itália, campeã do torneio.
Na avaliação de Toldo, esse desempenho mostrou a evolução do grupo ao longo do circuito. O Brasil chegou ao Sul-Americano como primeiro cabeça de chave, condição associada aos resultados anteriores. “A gente fez uma baita prova por equipes e conseguiu ganhar de adversários pesados ali, que são equipes que estão na mesma faixa de ranking que a gente”, afirmou.
Derrota para o Chile
Na quinta-feira (17), Toldo competiu com Paulo Morais e Pedro Marostega. O Brasil derrotou o Peru por 45 a 28 na semifinal, mas perdeu para o Chile por 45 a 30 na decisão.
O brasileiro avaliou que a equipe não conseguiu interpretar bem as ações dos adversários chilenos. Para ele, o time direcionou muita atenção aos próprios problemas e encontrou dificuldades para responder às situações apresentadas durante os combates.
“A esgrima não é um esporte que se pratica, é um esporte que se entende”, disse Toldo. Ele também admitiu o incômodo com o resultado: “Não gosto de perder”. Ainda assim, reforçou a confiança nos companheiros e tratou o resultado como aprendizado para o grupo.
Preparação para a classificação olímpica
Toldo afirmou que o Sul-Americano ocorreu no início de sua temporada e que ainda enfrentou dificuldades para acompanhar o nível da competição. O planejamento, segundo ele, é chegar preparado à corrida por uma vaga olímpica, com abril como referência para o começo dessa disputa.
O esgrimista também observou que alguns adversários mantiveram os treinamentos e encararam os Jogos Sul-Americanos como o principal compromisso do período. Depois da competição em Rosário, a equipe pretende usar os problemas identificados para ajustar o desempenho e seguir o planejamento.



