A medida provisória assinada pelo presidente Lula não transforma em crime o uso de camisas de clubes com logotipos de casas de apostas. Com isso, torcedores do Flamengo podem continuar usando o uniforme que exibe a marca da Betano.
A restrição anunciada pelo Governo Federal à atuação dessas empresas no Brasil começa em 5 de outubro. A decisão deve afetar o cenário esportivo, já que os principais clubes da Série A do Brasileirão têm contratos de patrocínio com empresas do setor.
O que muda para o torcedor
A circulação de uma informação diferente aumentou depois da assinatura da MP, na última sexta-feira (25). Publicações nas redes sociais afirmavam que vestir uma camisa de futebol patrocinada por uma bet poderia ser considerado crime.
A análise do texto presidencial, porém, concluiu que não existe norma federal estabelecendo punição criminal para o simples ato de usar uma peça de clube com esse tipo de marca. A regra vale tanto para quem usa o uniforme nas ruas quanto para quem acompanha uma partida de futebol.
A camisa também continua sendo um produto oficial do clube e pode ser utilizada pelo consumidor. Por isso, a tendência indicada é que uniformes com esses logotipos ainda apareçam em ruas e estádios enquanto não há uma definição completa entre o poder público e as casas de apostas.
Patrocínio do Flamengo
O acordo entre Flamengo e Betano foi assinado em agosto de 2025 e tem validade até dezembro de 2028. O contrato de patrocínio máster prevê o pagamento de cerca de R$ 268,5 milhões por temporada para a marca ocupar o espaço principal do Manto Sagrado.
Entre os clubes mencionados no levantamento sobre patrocínios de casas de apostas também está o São Paulo.



