O Fluminense confirmou que o contrato com a Superbet está suspenso após a medida provisória que proibiu patrocínios de casas de apostas no Brasil. O presidente Mattheus Montenegro afirmou que o clube recebeu sondagens, mas não iniciou a busca por um novo patrocinador máster.
Em entrevista à FluTV, o dirigente disse que a decisão surpreendeu o Fluminense pela falta de previsibilidade sobre a aplicação e os efeitos da medida. Segundo Montenegro, o clube precisou adaptar a exposição de marcas no uniforme e já registrou impactos em receitas comerciais.
O acordo com a Superbet foi suspenso porque previa a exibição da marca da empresa. A patrocinadora, conforme o presidente, manifestou a intenção de trabalhar para manter as obrigações previstas no contrato. Montenegro também afirmou que parte das receitas com placas no campo vem de empresas de apostas e que esses contratos podem ser rediscutidos diante de restrições ao setor.
Na quinta-feira (8), o Fluminense entrou em campo com a marca Superscore na camisa. Para o compromisso do fim de semana, estava prevista a utilização da mensagem “Proibir não é proteger”, em uma ação alinhada entre Superbet e Betano.
Participação no STF
O Fluminense ingressou como amicus curiae em uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF), apresentada pela Associação Nacional Jogos de Loteria. A condição permite que o clube forneça informações e argumentos para auxiliar na análise do caso.
Montenegro informou que o clube pediu a suspensão da medida até a realização de uma audiência pública. O presidente também destacou os efeitos econômicos da interrupção dos contratos e a carga tributária relacionada à atividade.
Apesar das sondagens, a diretoria decidiu esperar os próximos passos da discussão antes de voltar ao mercado. A prioridade, segundo Montenegro, é encontrar uma solução que permita a continuidade da parceria com a Superbet, considerada importante para as receitas do clube.



