O Vasco precisa encontrar uma SAF estruturada e um novo parceiro, na avaliação de John Textor. O empresário também afirmou que a família de Leila Pereira poderia ser uma opção para conduzir o clube, embora não acompanhe de perto as negociações.
A possível chegada de Marcos Lamacchia à SAF vascaína é questionada pelo Flamengo e por setores do Palmeiras. O motivo é o vínculo familiar: Lamacchia é filho de José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa, que é casado com Leila, presidente do Palmeiras. Textor, porém, considera a situação normal.
“Olha, eu nem estava prestando muita atenção nisso”, disse o empresário. Na avaliação dele, o Vasco é um clube grande e merece um investidor de porte. Textor também citou o trabalho de Leila no Palmeiras e afirmou que críticas no futebol podem surgir mesmo depois de uma sequência de títulos, quando chega um ano mais difícil.
As tratativas para a venda da SAF estão avançadas. A empresa de Marcos Lamacchia, a Almirante Participações, atua como stalking horse bidder, expressão usada para definir a proposta de base mínima em um processo judicial de alienação. A operação tem o aval de José Roberto Lamacchia.
José Roberto já emprestou R$ 82 milhões ao Vasco. Marcos mantém uma postura discreta, mas participa das tratativas. “Estou à espera da Justiça para liberar o leilão, a fim de transformarmos o Vasco”, afirmou.
Textor também defendeu que a disputa entre os clubes ocorra em alto nível e disse torcer para que o Vasco se organize. Ele deixou o comando da administração diária da SAF do Botafogo em abril de 2026, por decisão do Tribunal Arbitral da FGV. Em julho do mesmo ano, foi destituído do Conselho de Administração.
O caso no Botafogo surgiu de disputas societárias com a Eagle Football Holdings (EUA). O tribunal também considerou que medidas de Textor poderiam causar danos irreparáveis aos acionistas. Ao mencionar Palmeiras e Flamengo, o empresário destacou o modelo associativo dos clubes, com departamento social forte e categorias de base estruturadas.



