O Consórcio Fla-Flu pediu à Justiça que rejeite o novo recurso apresentado pelo Vasco para manter no Maracanã o jogo contra o Boca Juniors, pela semifinal da Sul-Americana. A partida está marcada para terça-feira (20), às 21h30 (horário de Brasília).
A concessionária defende que o confronto seja transferido para o Nilton Santos e afirma que ainda existe tempo para reorganizar o evento. O grupo também sustenta que o Vasco assumiu os riscos ao iniciar a venda de ingressos enquanto a liminar ainda poderia ser suspensa. Por isso, a defesa declarou que o clube deve “arcar com as consequências”.
O Consórcio Fla-Flu argumenta ainda que o novo pedido perdeu o objeto devido à proximidade do fim do prazo. A concessionária afirma que o Vasco repetiu argumentos que já haviam sido rejeitados pela Justiça.
Argumentos do Vasco
O clube afirma que começou a comercialização no Maracanã após receber autorização judicial. Foram vendidos 46 mil ingressos, enquanto o Nilton Santos tem capacidade para 44.661 pessoas. No recurso, o Vasco cita a necessidade de cancelamentos e reembolsos caso a partida seja transferida.
O clube também aponta a necessidade de acomodar 4 mil visitantes e manter áreas de separação entre as torcidas. Além disso, afirma que a Conmebol confirmou o Maracanã em 9 de outubro.
Decisões judiciais
O desembargador Marco Antônio Ibrahim concedeu liminar ao Vasco na sexta-feira (09). No sábado (10), porém, a desembargadora Suely Lopes Magalhães, primeira vice-presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), suspendeu a decisão.
A magistrada citou risco à segurança pública e considerou o Nilton Santos uma alternativa viável. O recurso do Vasco e a manifestação do Consórcio Fla-Flu aguardam análise da própria desembargadora.



