Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Saúde e treino

Brasil leva à ONU defesa de políticas integradas e cooperação contra o HIV

Adriano Massuda destacou o SUS, a participação social e a cooperação internacional como bases para ampliar prevenção, diagnóstico e tratamento.

Brasil leva à ONU defesa de políticas integradas e cooperação contra o HIV

A integração entre prevenção, testagem e tratamento foi apresentada pelo Brasil como um dos caminhos para tornar sustentável a resposta ao HIV. O tema foi levado pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, durante evento do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS).

Massuda afirmou que aproximar essas ações da Atenção Primária à Saúde não deve significar apenas acrescentar tarefas às equipes. “Para nós, integração não significa simplesmente fazer mais com menos. Significa pensar de forma diferente para chegar às pessoas mais cedo e oferecer um cuidado melhor”, declarou.

Experiência brasileira

Na agenda realizada nesta quinta-feira (24), em Nova York, o secretário-executivo apresentou a oferta universal e gratuita de tratamento para o HIV pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Brasil foi o primeiro país do mundo a oferecer esse tratamento sem cobrança, associado à construção de um sistema universal de saúde.

A resposta brasileira começou a ser organizada em meados da década de 1980, durante a redemocratização do país e em meio a dificuldades econômicas. A participação da sociedade civil foi apontada como importante para a criação da política e para a defesa de ações públicas destinadas às pessoas que vivem com HIV.

“Construir e manter esse sistema, assim como sustentar nossa resposta ao HIV, exige decisões políticas e programáticas conscientes todos os dias”, disse Massuda.

Cooperação e políticas de saúde

O representante brasileiro defendeu que os países tenham capacidade econômica e instrumentos de negociação para assegurar prevenção, diagnóstico e tratamento. Entre as necessidades mencionadas estão preços justos, transferência de tecnologia e parcerias estratégicas. A cooperação global, afirmou, continua essencial.

O debate também tratou da articulação entre políticas para HIV, tuberculose, hepatites virais e infecções sexualmente transmissíveis. A proposta é preservar os resultados obtidos sem diminuir a visibilidade de cada agenda.

Massuda citou ainda a necessidade de adaptar os serviços a diferentes grupos, como jovens, pessoas idosas e migrantes, além de considerar os efeitos das mudanças climáticas nas respostas de saúde. O Programa Brasil Saudável foi apresentado como exemplo de iniciativa voltada à eliminação de doenças e infecções determinadas socialmente. O programa reúne o Ministério da Saúde e outros dez ministérios.

A participação social e a responsabilidade dos países por suas próprias políticas foram defendidas junto com a atuação em fóruns internacionais e a continuidade da cooperação entre os países.

A programação faz parte da Semana de Alto Nível da 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas. Na quarta-feira (23), Massuda participou de discussões sobre medicamentos, produção regional de tecnologias para HIV e outras pandemias, cuidado à menopausa e atenção a pessoas com doenças raras. A agenda segue até sexta-feira (25).

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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