Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Saúde e treino

Hepatite C soma 5.921 casos em pessoas acima de 60 anos em 2025

Dados do Ministério da Saúde mostram perfis etários distintos e reforçam a importância da testagem e da vacinação disponíveis no SUS.

Hepatite C soma 5.921 casos em pessoas acima de 60 anos em 2025

A hepatite C registrou 5.921 casos entre pessoas com mais de 60 anos no país em 2025, o maior número entre as faixas etárias analisadas. As taxas mais altas foram observadas entre homens com 60 anos ou mais, com 21,1 casos por 100 mil habitantes, e entre aqueles de 55 a 59 anos, com 21,0.

Os dados fazem parte do Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2026, do Ministério da Saúde. O levantamento mostra diferenças no perfil das pessoas diagnosticadas conforme o tipo de hepatite. Na hepatite A, as maiores taxas ficaram concentradas entre adultos de 25 a 34 anos. Nas hepatites B e C, os índices mais altos apareceram em faixas etárias mais avançadas, principalmente entre homens.

Testagem e tratamento

As hepatites virais podem não provocar sintomas no início. As infecções pelos vírus B e C podem permanecer silenciosas por longos períodos, evoluir para formas crônicas e aumentar o risco de cirrose e câncer de fígado.

Quando aparecem, os sinais podem incluir cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômito, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. A ausência de sintomas não deve impedir a busca por atendimento.

O Sistema Único de Saúde oferece testes rápidos gratuitos para as hepatites B e C, além de acompanhamento e tratamento. A hepatite C tem cura e é tratada no SUS com antivirais de ação direta, cuja eficácia é superior a 95%. A população pode procurar uma Unidade Básica de Saúde para receber orientação, verificar a indicação de vacina e fazer a testagem.

Cuidados conforme o vírus

Na hepatite A, a prevenção inclui lavar as mãos com água e sabão, higienizar alimentos, consumir água tratada e adotar proteção em práticas sexuais com contato oroanal. A vacina faz parte do Calendário Nacional de Vacinação para crianças, com uma dose aos 15 meses e possibilidade de aplicação até 4 anos, 11 meses e 29 dias. O imunizante também é indicado para pessoas a partir de 1 ano com condições clínicas específicas e para pessoas que usam a Profilaxia Pré-Exposição ao HIV.

Em 2025, as maiores taxas de hepatite A foram de 5,2 casos por 100 mil habitantes entre pessoas de 30 a 34 anos e de 5,1 entre aquelas de 25 a 29 anos. Entre os homens, os índices chegaram a 7,9 e 7,6 nas mesmas faixas etárias.

Para a hepatite B, a vacina é oferecida gratuitamente a toda a população ainda não vacinada. O esquema infantil tem uma dose ao nascer e mais três doses da vacina pentavalente, aos 2, 4 e 6 meses. Para adultos que nunca receberam a vacina, são três doses. A imunização também protege contra a hepatite D.

As medidas contra B, C e D incluem uso de preservativo e não compartilhar alicates, lâminas, seringas, agulhas e escovas de dente. Materiais de tatuagem, piercing e outros procedimentos devem ser descartáveis ou esterilizados. Gestantes precisam fazer o teste para hepatite B durante o pré-natal.

A hepatite D ocorre somente em pessoas infectadas pelo vírus B. Já para a hepatite C, ainda não há vacina; por isso, é necessário evitar o contato com sangue contaminado e manter os cuidados com objetos e materiais usados em procedimentos.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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