Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Saúde e treino

Expedição no território Yanomami terá consultas, exames e acompanhamento

Ação do Ministério da Saúde ocorre até o dia 30, com previsão de 750 procedimentos no Polo Base Surucucu, em Roraima.

Expedição no território Yanomami terá consultas, exames e acompanhamento

A expedição do Ministério da Saúde no território Yanomami terá como foco pacientes que precisam de avaliação especializada, acompanhamento ou encaminhamento. Iniciada nesta quarta-feira (23), a ação seguirá até o dia 30, com atendimento concentrado no Polo Base Surucucu, em Alto Alegre (RR).

A programação prevê 750 procedimentos. Estão incluídas consultas de pediatria, clínica médica e saúde da mulher, além de exames laboratoriais e ultrassonografias. Os atendimentos serão realizados no Centro de Referência em Saúde Indígena Xapori Yanomami e em comunidades da área atendida pela unidade.

Públicos prioritários

Entre os grupos priorizados estão crianças com histórico de doenças respiratórias, infecções recorrentes ou desnutrição. A lista também inclui gestantes, mulheres em idade reprodutiva, pessoas com doenças crônicas, pacientes com agravos respiratórios e indígenas com malária, especialmente quando há complicações, recorrência ou necessidade de avaliação complementar.

A iniciativa ainda contempla pacientes que aguardam acompanhamento especializado, encaminhamento ou remoção. Conforme o Ministério da Saúde, as avaliações, os diagnósticos e o seguimento serão feitos no próprio território, em articulação com as Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena.

Desafios logísticos

O Polo Base Surucucu integra o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami e Ye’kwana e atende uma população de aproximadamente 2.544 indígenas distribuídos em 33 comunidades, predominantemente do povo Yanomami. A unidade está em uma área marcada por comunidades espalhadas, regiões serranas e isolamento geográfico.

O deslocamento das equipes ocorre por via aérea, principalmente com helicópteros. Essa condição afeta o transporte de insumos, a mobilidade dos profissionais, as remoções sanitárias e a continuidade do atendimento. A expedição também pretende apoiar a investigação de casos mais complexos, diminuir problemas associados a diagnósticos tardios e melhorar a comunicação entre os níveis de assistência.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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