Porto Alegre, Domingo, 11 de outubro de 2026
Saúde e treino

Brasil confirmou 547 casos de Creutzfeldt-Jakob entre 2005 e 2021

Ministério da Saúde registrou cerca de 2.500 notificações de casos suspeitos até agosto de 2026, mas não informou confirmações do período mais recente.

Brasil confirmou 547 casos de Creutzfeldt-Jakob entre 2005 e 2021

O Brasil confirmou 547 casos da doença de Creutzfeldt-Jakob entre 2005 e 2021. A condição é rara, não tem cura e costuma avançar rapidamente. O piloto e influenciador Lito Sousa morreu em São Paulo nesta quinta-feira (1º), 41 dias depois de revelar o diagnóstico.

A doença entrou na lista de notificação compulsória em 2005. Até 2021, foram comunicados 1.576 casos suspeitos no país. Desse total, 547 (34,7%) foram confirmados, 457 (29%) descartados e 572 (36,3%) permaneceram sem classificação final informada.

De 2005 até agosto de 2026, o Ministério da Saúde registrou cerca de 2.500 notificações de suspeita. Para o intervalo entre 2021 e 2026, porém, a pasta não informou quantos casos foram confirmados.

Entre as notificações feitas até 2021, 290 (18,4%) tinham registro de morte atribuída à doença. Os demais registros indicavam óbito por outras causas ou não apresentavam informações sobre a evolução do quadro.

A faixa etária de 55 a 74 anos reuniu 60,2% das notificações. A idade média foi de 66 anos. Mulheres representaram 53,6% dos registros, enquanto homens corresponderam a 46,3%.

São Paulo teve o maior número de casos confirmados até 2021, com 202 registros. Depois apareceram Minas Gerais, com 57, e Paraná, com 44.

Diagnóstico e cuidados

A investigação combina sintomas, evolução clínica e exames como ressonância magnética, eletroencefalograma e análise do líquido cefalorraquidiano, conhecido como líquor. Também é necessário descartar doenças com sintomas semelhantes, incluindo encefalites autoimunes e virais e algumas formas de demência.

O RT-QuIC identifica a atividade de uma proteína priônica anormal em uma amostra de líquor obtida por punção lombar. Para Renato Gama, neurologista e professor da Afya Educação Médica, o conjunto de exames permite estabelecer um diagnóstico provável ainda em vida, com elevado grau de confiança.

A confirmação neuropatológica definitiva depende da análise do tecido cerebral após a morte. Não há tratamento comprovado capaz de interromper a evolução da doença. Os cuidados são direcionados ao controle dos sintomas e à qualidade de vida do paciente.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.