SÃO PAULO — Mais de 267,3 mil crianças menores de 5 anos foram vacinadas contra doenças pneumocócicas com a Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em São Paulo. No Brasil, o número ultrapassa 1 milhão desde o início da estratégia nacional, em junho deste ano.
Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026, a vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae. A imunização amplia a proteção contra doenças como pneumonia e meningite e também abrange a otite média, que pode causar complicações, incluindo perda auditiva.
“A inclusão da Pneumo 20 no SUS amplia o acesso das crianças à proteção contra doenças causadas por 20 sorotipos da bactéria pneumococo”, afirmou o ministro da Saúde. Segundo ele, o preço do imunizante na rede privada pode chegar a R$ 600.
A Pneumo 20 inclui os sorotipos 3, 6A e 19A, associados à doença pneumocócica invasiva no Brasil. A vacinação é apontada como a principal forma de prevenir casos graves. Entre 2023 e 2025, foram registrados no país 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes, com taxa de letalidade de 30%. Entre menores de 5 anos, houve 589 casos e 187 óbitos.
Como funciona o esquema
A Pneumo 10 será substituída gradualmente pela Pneumo 20 no esquema infantil. Enquanto houver estoques da Pneumo 10, o calendário combinará os dois imunizantes.
Para quem começa a vacinação, a primeira dose da Pneumo 20 é aplicada aos 2 meses. Aos 4 meses, a criança recebe a Pneumo 10, e o reforço com a Pneumo 20 ocorre aos 12 meses. Deve ser respeitado intervalo mínimo de 60 dias entre a segunda dose e o reforço.
Crianças que já concluíram o esquema com a Pneumo 10 não precisam de dose adicional da Pneumo 20. Quem iniciou a vacinação com a Pneumo 13 ou a Pneumo 15 na rede privada pode completar o esquema pelo SUS, seguindo os intervalos recomendados.
Quando os estoques da Pneumo 10 terminarem, todas as doses do esquema infantil serão feitas com a Pneumo 20. Pais e responsáveis devem manter a caderneta atualizada e procurar uma unidade de saúde para verificar possíveis doses pendentes. O histórico também pode ser consultado na Caderneta Digital de Saúde da Criança, no aplicativo Meu SUS Digital.


