Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Ação em São Paulo denuncia ligação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro

Movimento espalhou placas com os rostos do senador e do ex-banqueiro diante do antigo endereço do Banco Master.

‘Flávio é Vorcaro’: Levante Popular da Juventude denuncia ‘aliança criminosa’ entre ex-banqueiro e clã Bolsonaro em prédio símbolo do Master

O Levante Popular da Juventude realizou uma ação nesta quarta-feira (16), em frente ao antigo endereço do Banco Master, na região da Faria Lima, em São Paulo. O movimento relacionou o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e espalhou placas com os rostos dos dois e a frase “Flávio é Vorcaro”.

O edifício, chamado Auri Plaza Faria Lima, abrigou a sede do Master e passou a ser alvo de protestos após a liquidação do banco. A instituição está envolvida em uma fraude financeira descrita como a maior do país. O logotipo do Master foi retirado, a fachada recebeu tapumes e, atualmente, exibe a marca Auri.

O Levante afirmou que a mudança na fachada não elimina as relações políticas apontadas pelas investigações. “Uma tentativa covarde de apagar o rastro da lama e fingir que nada aconteceu”, declarou o movimento sobre a instalação dos tapumes e da nova logomarca.

Investigação sobre o financiamento

Flávio Bolsonaro negociou com Vorcaro o financiamento de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. O valor tratado diretamente com o ex-banqueiro foi de US$ 24 milhões, equivalentes a cerca de R$ 134 milhões na cotação da época. Desse total, ao menos US$ 12,3 milhões, cerca de R$ 61 milhões, foram repassados por Vorcaro.

Áudios obtidos durante as investigações mostram Flávio cobrando o ex-banqueiro por parcelas atrasadas. A Polícia Federal apura a origem, o caminho e os beneficiários finais dos recursos. Documentos públicos do STF apontam o senador como interlocutor direto de Vorcaro e indicam a participação de Eduardo Bolsonaro na gestão do dinheiro nos Estados Unidos.

Flávio foi incluído formalmente em julho no inquérito que investiga possíveis crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Ele admite ter pedido dinheiro ao ex-banqueiro, mas afirma que se tratava de um “patrocínio privado”.

Texto produzido pela Redação Radar da Arena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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